Cultura organizacional: entenda a sua importância e veja como fortalecer

8 de setembro de 2017
Kenoby

Cultura Organizacional • O mercado atual — altamente competitivo e conectado — exige que as empresas constantemente desenvolvam estratégias para se diferenciar de seus concorrentes e atrair a atenção dos consumidores, que estão cada vez mais exigentes e informados.

Implantar estratégias de divulgação é um passo muito importante para aumentar a visibilidade da marca no mercado, porém, elas não garantem que a empresa proporcione uma excelente experiência a seus clientes.

Para assegurar que os consumidores fiquem satisfeitos com a sua empresa, o primeiro passo essencial é garantir a satisfação dos colaboradores que fazem a organização acontecer no dia a dia — o primeiro nível de clientes de uma empresa, segundo artigo da Forbes.

É o capital humano que garante a maior diferenciação das empresas no mercado, pois um time de funcionários engajados, alinhados aos objetivos da empresa e motivados a darem o seu melhor, esforça-se constantemente para agradar seus clientes.

Como consequência disso, cada vez mais as organizações investem no desenvolvimento de departamentos de RH estratégicos, alinhados à alta gestão e profundamente envolvidos na construção de uma cultura organizacional.

Quer saber mais sobre o assunto? Descobrir como construir e manter uma cultura organizacional saudável? Continue lendo o post que criamos para você!

A cultura organizacional existirá mesmo sem a interferência do RH

As empresas são compostas por pessoas que trazem para dentro dos escritórios as suas raízes, valores pessoais, sonhos e objetivos. Por isso, a cultura organizacional naturalmente seria construída por essas pessoas para garantir o bom convívio entre equipes e a entrega de resultados. Porém, sem a participação do RH nesse processo e sem a definição de sólidos alicerces que norteiam a cultura, ela seria frágil e sem alinhamento com a estratégia do negócio.

A cultura é o DNA de uma empresa. É ela que representa e dita como pensam e agem os que trabalham ali, desde os sócios até os estagiários. Portanto, é importante que os gestores da empresa, juntamente com o RH, também participem, criando um código de cultura que vai explanar os mantras, valores, objetivos e missões da empresa e vai influenciar na construção das equipes de trabalho.

É claro que, para ter um time de profissionais sintonizado e engajado, é preciso alinhá-los com a cultura da empresa, desde o processo seletivo até o período pós-contratação.

A força da cultura organizacional depende de alicerces claramente definidos

Chamamos de cultura organizacional o conjunto de valores e crenças que define o perfil da organização e que pauta o padrão de comportamento dos colaboradores, as decisões, políticas e processos implantados na empresa.

Esses alicerces devem ser definidos pela alta gestão em parceria com os departamentos de RH, marketing e planejamento estratégico, para que estejam alinhados ao perfil da empresa e aos desafios e objetivos da organização no mercado. Quando apresentadas aos públicos interno e externo, essas diretrizes ganham o formato da missão, visão e valores da empresa.

Tão importante quanto estabelecer uma cultura bem definida com os princípios da empresa, é se preocupar em atrair as pessoas certas para compor o quadro de talentos. Ter profissionais de Recursos Humanos responsáveis por entrevistas, contratações e processos que aproximem os candidatos e possíveis funcionários da empresa à cultura estabelecida é essencial.

Uma cultura organizacional forte é quando a empresa possui valores bem estabelecidos, definidos e compartilhados de forma ampla, que causam um impacto positivo nas lideranças, bem como no comportamento de toda a equipe. Consequentemente, o descontentamento e a rotatividade diminuem, na proporção em que aumentam a motivação e a produtividades dos profissionais envolvidos por essa cultura.

A cultura organizacional está presente nas empresas mais bem-sucedidas do mundo

A cultura é fator central nas empresas mais bem-sucedidas do mundo. Por isso, essas organizações buscam desenvolvê-la de forma contínua e engajar cada um dos seus funcionários nesse sentido. Companhias como AmBev, Toyota e Amazon são bons exemplos.

Na AmBev, tem-se a ideia de que é preciso ser altamente produtivo. Um dos princípios que norteiam a cultura da empresa é: “pense como dono, pois donos assumem resultados pessoalmente”. Não por acaso, hoje, é considerada a maior distribuidora de bebidas do planeta: só ela distribui 20% das bebidas em todo o mundo.

A Toyota é outra gigante, mas do mercado automobilístico. Conhecida como “estilo Toyota”, sua cultura está fundamentada na melhoria contínua (qualidade) e respeito às pessoas — e tudo o que a empresa faz é pensando nisso. Na prática, ela costuma implementar ferramentas de aperfeiçoamento, como o ciclo PDCA, diagrama de Ishikawa, filosofia Kaizen e o Kanban para controle dos projetos.

Outro excelente exemplo é a Amazon, a “loja de tudo”. Sua cultura está fundamentada na satisfação total dos clientes. A prova disso é sua missão de “ser a empresa mais centrada no cliente da terra”. Na prática, Jaff Bezos, seu CEO, costuma levar uma cadeira vazia para as reuniões. Ela representa os clientes e toda decisão deve ser tomada pensando neles. Não por acaso, o nível de satisfação e fidelidade dos clientes é elevadíssimo.

Todos esses exemplos mostram que a cultura não deve estar presente apenas no modo de falar ou na cabeça dos funcionários, mas nas práticas diárias. Desse modo, fica muito mais fácil torná-la sólida na companhia e garantir que todos — absolutamente todos — a tenham como um alvo crucial.

Algumas práticas são fundamentais para se desenvolver uma cultura saudável

A cultura de um empreendimento começa a ser delineada ainda nos estágios iniciais, quando seus sócios estão planejando o que será feito. Ela ganha reforços na entrada dos funcionários, fornecedores e chegada dos primeiros clientes.

Uma dúvida comum é: existe cultura certa ou errada? A resposta é: não! Toda cultura é certa, pois representa a forma como as pessoas que atuam na empresa pensam. Contudo, existem aquelas mais saudáveis, favoráveis ao sucesso do empreendimento. Veja agora como desenvolvê-las e fortalecê-las de forma consciente:

Defina a missão, visão e valores da companhia

Primeiro, é preciso criar uma imagem institucional que se relacione com a cultura que pretende fortalecer. Para tanto, uma ótima dica é criar a declaração de missão, visão e valores da companhia. Ela diz para quê a empresa existe, para onde deve ir e quais princípios jamais seriam abandonados, tidos como inegociáveis em uma organização.

Crie exemplos práticos do que diz

Não basta falar, é preciso fazer na prática. Assim, se sua cultura é focada na satisfação dos clientes, estabeleça novos canais de comunicação. Se é focada na qualidade, implemente programas de melhoria contínua. Não deixe que o problema do falar e fazer (empresas que falam uma coisa, mas fazem outra) atrapalhe o fortalecimento.

Recompense os colaboradores no mesmo sentido

Como dito, os colaboradores são os principais responsáveis pela manifestação da cultura. Por isso, é importante recompensá-los de acordo com o que se deseja construir. Se o objetivo é criar uma cultura focada na alta produtividade, monitore os resultados dos colaboradores e recompense-os pelo elevado desempenho. Desse modo, conseguirá torná-la sólida na mente dos trabalhadores, mesmo que de forma inconsciente.

Contrate colaboradores com aderência à cultura

Também é importante contratar colaboradores com aderência à cultura que deseja manter. Por isso, ainda no processo de recrutamento e seleção, não foque sua análise apenas na formação e experiências do candidato, mas também nos valores que ele possui como indivíduo. Caso contrate alguém que não abrace os valores da companhia, ou ele será desligado (aumentando o turnover) ou a própria cultura será “corrompida”.

Ainda há outro pilar para o fortalecimento da cultura: a comunicação interna. Mas isso será abordado com mais profundidade em um próximo tópico!

As políticas de RH devem ser norteadas pela cultura empresarial

Na prática, a cultura empresarial acontece no dia a dia, por meio do comportamento dos funcionários e da atuação profissional de cada um deles para contribuir com os resultados da empresa como um todo.

Se as políticas de RH — como recrutamento e seleção, treinamentos, plano de carreira, ações motivacionais — não estiverem alinhadas às diretrizes da cultura organizacional, não é possível montar um time de funcionários que tenha afinidades com a cultura interna, tampouco esperar que as equipes enxerguem coerência entre o discurso e as decisões colocadas em prática dentro da empresa.

Por outro lado, quando a cultura empresarial norteia as políticas de gestão de pessoas, os funcionários sentem orgulho de seus empregos e a retenção de talentos é muito maior.

A comunicação interna garante alinhamento e reforço das mensagens-chave

Para reforçar e manter vivo o discurso empresarial e comunicar constantemente as mensagens-chave da empresa, existe um grande número de ferramentas de comunicação interna disponíveis para atuar como verdadeiras aliadas.

A intranet, os periódicos, murais, banners, TVs corporativas, entre outras tantas possibilidades de comunicação empresarial, ajudam a disseminar a cultura e permitem a adaptação da linguagem para que todo o público interno possa compreender as informações transmitidas, desde os estagiários até o CEO.

Dados da Entrepreneur Media mostram que a cultura corporativa sempre tem espaço para melhorias, e não manter um alto padrão da cultura empresarial pode resultar em recrutamentos e retenções desqualificados. Segundo a pesquisa, companhias que agem para engajar seus empregados com a cultura empresarial reduzem o turnover voluntário em 54%. Além disso, profissionais engajados com a cultura da organização têm 50% maior probabilidade de exceder as expectativas profissionais.

Isso porque quando uma empresa cria uma boa cultura organizacional, a tendência é que ela atraia funcionários que se espelham em seus valores. A partir disso, cria-se uma relação de compatibilidade, que faz com que o profissional se sinta realizado com suas atividades e funções e, consequentemente, mais motivado. Assim, o clima organizacional melhora e as tarefas passam a ser mais bem executadas.

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