Employer Branding: Veja o que rolou sobre isso no 2º Kenoby Talks

16 de abril de 2018
Kenoby

Hoje em dia, muito se fala sobre Employer Branding (ou Marca Empregadora) e a importância que ela tem perante o negócio e o mercado em geral. Aproveitando a palestra que a CEO da Love Mondays, Luciana Caletti, realizou no 2º Kenoby Talks, este post trará um pouquinho do que rolou nesse momento incrível de troca de conhecimento.

Antes de continuar lendo, quero te contar que os preparativos para a terceira edição do Kenoby Talks já começaram e ele promete ser muito maior que o último. Para acompanhar todas as novidades em primeira mão, se inscreva em http://talks.kenoby.com/.

Mas afinal, o que é “marca empregadora”?

Segundo o Manual para desenvolver a Marca Empregadora da Kenoby, a resposta é: “(…) uma imagem construída ao redor da empresa de modo que as pessoas se sintam atraídas para trabalhar nela. Basicamente, a estratégia é conquistar os melhores candidatos.”

A Luciana completou esse conceito como a “reputação” que aquela empresa tem em relação ao mercado.

Ou seja, o que os profissionais sentem ao verem aquela marca.

Indo mais além, ela explicou o que NÃO é Marca empregadora listando três coisas importantes:

  • Benefícios;
  • Programa de jovens talentos; e
  • Ações de clima ou cultura.

E completou, definindo a Marca empregadora em uma frase:

“Divulgar a identidade da sua empresa como empregadora para um público-alvo definido.”

Os benefícios de uma boa marca empregadora vão muito além de encontrar e conseguir conquistar o candidato certo. Abaixo, serão listados alguns motivos que respondem a pergunta do título:

Vantagens de uma marca empregadora forte

1. Diminuir o custo do processo de seleção

A lógica é a seguinte, ao construir uma boa marca empregadora, a tendência é conquistar o candidato escolhido de forma mais rápida, o que reduz as horas de trabalho despendidas na ação.

Um exemplo é a situação a seguir, algo bastante comum no mundo corporativo:

José é um Gerente de Logística e está sendo disputado por duas companhias, “A” e “B”. A empresa A é muito bem vista no mercado por ter um ambiente de trabalho muito saudável e por impulsionar as carreiras de seus colaboradores.

Já a empresa “B”, não tem uma fama muito boa e é conhecida por oferecer poucas oportunidades de crescimento e de ascensão.

Com isso, podemos admitir que a chance de José escolher a empresa “A”, mesmo por um salário menor, por exemplo, é maior do que a de ele optar pela concorrente.

A conclusão que chegamos é que, enquanto a companhia com uma boa estratégia de marca empregadora, “A”, atraiu a sua primeira opção e encerrou o processo seletivo em um curto espaço de tempo, a companhia “B”, além de não conseguir a contratação de sua primeira opção, ainda terá de dispor de mais recursos (tempo, dinheiro, etc..) para efetuar a contratação, gerando mais custos.

2. Reduzir o turnover

Existe uma grande relação entre turnover e colaboradores satisfeitos e alinhados com a ideologia da companhia. As organizações têm lutado para mitigar esse acontecimento e reter seus talentos pelo maior tempo possível.

A marca empregadora entra como uma boa estratégia para alcançar a redução desse índice.

Esse tema também foi abordado pela Luciana em sua palestra sobre marca empregadora no 2º Kenoby Talks.

Ao se apresentar como uma das melhores empresas para se trabalhar no mercado, as opções de mudança dos colaboradores são reduzidas. A ideia é minimizar os motivos para que os funcionários queiram sair.

3. Aumentar a produtividade

Os colaboradores têm papel fundamental tanto na construção, quanto na manutenção da marca empregadora. Eles são o principal canal da companhia quando se trata desse tema.

Mesmo não sendo o que atinja o maior número de pessoas, a palavra negativa de um colaborador insatisfeito ou até mesmo desalinhado com a cultura organizacional é o suficiente para uma grande rejeição por parte do público.

Ao trazer esse grupo para dentro da estratégia da empresa e empoderá-lo como embaixadores da marca, automaticamente, se nota mais motivação, o que acaba impactando na produtividade geral da companhia.

Além disso, também foram discutidas outras vantagens decorrentes da construção de uma marca empregadora sólida para a empresa:

  • Aumento da quantidade de candidatos por vaga;
  • Crescimento da taxa de assertividade das contratações;
  • Redução do tempo de fechamento das vagas; e
  • Valorização dos atuais colaboradores.

 

Chegando no final da palestra, Luciana também explicou como funciona o conceito de Jornada do candidato e falou da importância de fornecermos uma boa experiência para os candidatos junto à companhia.

Por fim, ela deu algumas dicas para impulsionar a marca empregadora. Se baseando em três passos:

  • Diferenciar
  • Divulgar
  • Medir

No primeiro, ela levantou a importância da autenticidade e da clareza em temas únicos como a missão, visão, valores, propósito e entre outras coisas que fazem de cada companhia, única.

No segundo ponto, ela utilizou da frase “Seja visto” para evidenciara a importância de estar presente e contar coisas que a companhia já fez.

Além disso, apontou que devemos lembrar que é muito importante estar aberto ao diálogo, pois “Não é o que você fala que é, mas o que eles falam que é”.

Então, é fundamental ouvir o seu colaborador e o que ele pensa sobre a empresa, de modo que ele é o verdadeiro embaixador daquela marca.

E, por fim, no terceiro ponto, ela evidenciou a importância de medirmos e acompanharmos os nossos números. Dividindo em indicadores de curto, médio e longo prazo.

Para finalizar a palestra, Luciana deixou a frase que fez toda a platéia refletir e sair de lá com vontade de trabalhar a sua marca empregadora. É “Você já tem uma marca empregadora. Utilize a transparência a seu favor. Não é cedo demais para começar!”

O 2º Kenoby Talks foi um sucesso, e a edição desse ano promete muito mais. Se inscreva para não perder nenhuma novidade! Nos vemos lá!

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