Gestão de Talentos: Você está fazendo isso certo?

21 de julho de 2016
Erica Carneiro

Muitas empresas contratam funcionários com as melhores expertises e vasta experiência de mercado, oferecem-lhe um bom salário, bons benefícios, um cargo de liderança, mas mesmo assim o colaborador opta por sair do emprego e buscar novas oportunidades. Mas por que isso acontece? Realmente nem sempre é algo fácil de se compreender, afinal de contas, você deu tudo o que ele queria, até mesmo cursos para capacitá-lo em suas áreas de defasagem. Bem, talvez o problema não seja exatamente a empresa ou a vaga, mas sim, seu atual modelo de gestão de talentos. Pensando nisso, desenvolvemos esse post exatamente para ajudá-lo a entender se esse é seu problema e como ajudá-lo a minimizá-lo.

Sua empresa foca em “áreas de oportunidade”

Muitas organizações seguem políticas de capacitação que focam nas fraquezas do colaborador, ao invés de direcioná-las para seus pontos fortes, denominando-as de “áreas de oportunidade”, pagam cursos para desenvolver essas novas aptidões ou mesmo transferem o funcionário para uma área em que tenha pouco conhecimento. Tais modelos de gestão de talentos partem das seguintes premissas:

  1. Uma pessoa pode aprender a ser competente em quase tudo;
  2. O maior potencial de crescimento de uma pessoa está nas áreas onde ela tem seu ponto mais fraco.

Ao analisarmos essa metodologia de forma direta, ela parece simples, mas gera consequências negativas tanto no desempenho do funcionário quanto nos gastos da empresa, alguns pontos negativos são:

  • Mais gastos com capacitação;
  • “Buracos tapados” por funcionários que não possuem determinado conhecimento e que deveriam ser de recursos específicos que não foram contratados;
  • A promoção de pessoas que não têm interesse em determinadas vagas, mas que chegam até elas devido aos programas de capacitação e nas experiências que adquiriram. Afinal de contas, se todos podem ser bons em quase tudo, os que sabem mais serão melhores;
  • Funcionários com baixa autoestima e insatisfeitos.

Ora, mas na prática não é bem assim que acontece. Mesmo super capacitado e com um bom cargo, o colaborador acaba pedindo demissão, mas por que?

Bem, segundo estudos, são bem raras as empresas que focam na capacitação dos pontos fortes de funcionários, porém os melhores gerentes da áreas de recrutamento e seleção e gestão de pessoas focam em duas premissas básicas:

  1. Os talentos de cada pessoa são permanentes e únicos;
  2. O maior potencial de crescimento de cada pessoa está nas áreas em que ela tem seu ponto mais forte.

Apesar de parecer óbvio, esses apontamentos são seguidos por pouquíssimas empresas, levando a perda constante de talentos. Assim, é importante abrir a mente e deixar de seguir velhas metodologias de gestão que levam à insatisfação do colaborador e, consequentemente, fazem com que vocês perca um recurso valioso.

Acho que meu funcionário quer pedir demissão. E agora?

Bem, achar não é ter certeza, mas existem alguns sinais que vocês pode identificar para ajudá-lo a antever essa situação. Vamos a elas:

  1. Acesse o LinkedIn de seu colaborador e verifique se ele fez atualizações. Isso também pode não ser nenhum sinal de alerta, afinal de contas, atualizar um perfil na rede social é algo que todos os profissionais deveriam fazer;
  2. Verifique se seu colaborador fez novas conexões, principalmente com recrutadores e gestores de uma mesma empresa.

Se você conseguiu identificar essas duas ações no perfil de seu funcionário, há grandes chances de que ele esteja em busca de recolocação profissional, mas o que você pode ou deve fazer? A verdade é que não há muita coisa a ser feita. Qualquer ação pode piorar essa situação e ultrapassar uma linha tênue entre a transparência e a ética profissional.

Porém, se você percebe que esse comportamento se repete constantemente entre vários colaboradores e sua empresa tem alta rotatividade de funcionários, talvez seja realmente a hora de focar em mudar seu modelo de gestão de talentos ao invés de se preocupar apenas com a saída dos funcionários, afinal de contas, elas são consequência de uma política interna de RH que não está dando certo.

Para termos uma boa convivência com nossos colaboradores e reter talentos é fundamental começarmos com o pé direito. Então, forneça feedbacks constantes e de qualidade ao longo de todo o processo seletivo. E o Kenoby também pode te ajudar com isso. Baixe nossos modelos de template de feedback e encante seus candidatos e futuros funcionários.

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