Hunting: Tire todas as suas dúvidas sobre esse tema

16 de fevereiro de 2018
Kenoby

Encontrar a pessoa ideal para ocupar um cargo não é uma tarefa fácil. Várias habilidades e competências precisam ser preenchidas, além de aspectos relacionados à cultura organizacional. Muitas empresas estão investindo em hunting para encontrar os profissionais mais indicados para compor o quadro de funcionários.

Você sabe do que se trata essa prática e como ela pode ajudar nos seus processos seletivos? Para saber mais sobre hunting e entender como aplicá-lo, confira este post!

Boa leitura!

O que é hunting?

Hunting é uma palavra da língua inglesa que significa “caça”. Dentro do ambiente corporativo e da área de Recursos Humanos, o termo indica a procura pelo talento ideal para ocupar um cargo na empresa.

Como o próprio conceito indica, trata-se de uma busca mais ativa: essa seleção não é feita apenas com a triagem de currículos após o anúncio de uma vaga. No processo de hunting, os responsáveis vão atrás das pessoas com a ajuda de networking e algumas ferramentas.

Como você pode supor, essa busca é feita independentemente de candidatura e da situação dessas pessoas no mercado de trabalho — não importa se elas estão empregadas ou não.

Essa prática tem uma abordagem mais agressiva, mas pode trazer melhores resultados ao fazer a busca partindo de uma determinação prévia do que a empresa precisa naquele momento.

De qualquer forma, é muito importante trabalhar na atratividade da marca empregadora como um todo. Para saber mais sobre isso, faça o download gratuito do Guia completo para Atração de Talentos.

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Como funciona o processo de hunting?

Encontrar o candidato ideal para a empresa não é um trabalho simples e exige as especializações adequadas para que gere os resultados esperados. Geralmente, o processo exige uma parceria B2B (feito de uma empresa para outra) ou a contratação de um profissional capaz de realizar essa tarefa — o headhunter.

Diferentemente dos processos de recrutamento tradicionais, que têm uma abordagem mais passiva, no hunting o responsável vai em busca do profissional ideal após a realização do mapeamento para localizá-lo.

Para que funcione, é necessário que a oferta seja competitiva e assertiva para atrair a atenção e a consideração da pessoa abordada. No entanto, é preciso tomar cuidado com a abordagem. Mesmo que a proposta seja direta e atraente, é necessário ter tato.

O trabalho de procura é feito por meio de nichos, que podem ser delimitados por salário, especialidades ou áreas de atuação (financeiro, engenharia, TI etc). Alguns detalhes também são importantes para garantir o sucesso do hunting. Saiba mais:

Definição do perfil do candidato

Cabe à empresa definir claramente o tipo de profissional que deve fazer parte do quadro de funcionários. Essa definição deve incluir aspectos de conhecimento técnico e comportamental, expectativas para a vida profissional, propensão para aprender, disponibilidade de colaboração além do exigido pela vaga, entre vários aspectos.

Quando esse perfil é bem delimitado, o headhunter tem em mãos todo o material necessário para fazer uma escolha assertiva e que realmente supra as necessidades da organização, fazendo da contratação um investimento que trará retorno a médio e longo prazos.

Estabelecer os critérios da vaga

Qual é a faixa salarial que será oferecida? Que tipo de especialização é exigida? A empresa oferece planos de carreira e tem um bom employer branding?

Estabelecer critérios de vaga que sejam coerentes com o mercado de trabalho também é responsabilidade da organização. Essa atitude colabora para que o headhunter consiga fazer uma busca de sucesso pelo profissional adequado.

É importante que o cargo esteja dentro ou acima do que é encontrado comumente para que exerça poder de atração sobre os profissionais que realmente tenham uma formação diferenciada e sejam capazes de fazer a diferença na empresa contratante.

Transparência durante o processo

Um ponto importantíssimo e muitas vezes ignorado pelas organizações é a transparência durante o processo de hunting. Lembre-se de que se trata de uma busca ativa, então os detalhes sobre a dinâmica de trabalho e sobre as oportunidades que a empresa oferece devem ser esclarecidos.

Omitir esse tipo de informação pode fazer com que o profissional não se interesse pela oportunidade ou se arrependa da mudança meses depois — o que implicará nos custos de uma nova contratação e prejudicará a imagem da empresa.

Qual é a diferença entre hunting e search?

Os processos de hunting e de search podem confundir algumas pessoas — pois algumas acreditam que se trata do mesmo trabalho. Entenda as principais diferenças:

Search

No search é feito o contato ativo com candidatos disponíveis no mercado de trabalho ou que tenham demonstrado de alguma maneira o interesse em entrar para a empresa — seja com o preenchimento de formulários, o envio de currículos ou o cadastro em sites de vagas de emprego.

A partir dessas informações a seleção é feita. No entanto, ela apresenta alguns problemas — como falhas na descrição da vaga ou seleção automatizada que não consegue fazer uma análise completa e descarta bons perfis.

O search é usado mais comumente no preenchimento de vagas operacionais, que exigem um perfil mais técnico. Nesses casos, a definição do perfil de profissional é muito mais clara e permite uma seleção menos apurada e mais passiva.

Hunting

O processo de hunting é mais robusto e tem necessidades mais específicas — o que justifica a sua abordagem direta. Como já explicamos, após a definição do perfil ideal, a consultoria faz um mapeamento dos profissionais, incluindo os que estão empregados.

Durante o hunting a empresa prioriza a sua necessidade para a vaga, independentemente do interesse inicial do profissional. A prioridade aqui é encontrar a pessoa que se encaixe no perfil ideal, mesmo que, para isso, seja necessário fazer uma oferta além do que é encontrado no mercado de trabalho para atrair e reter o indivíduo.

Essa prática é mais indicada para preencher cargos de liderança e que levam em consideração critérios ligados ao comportamento e à inteligência emocional — como empatia, capacidade de relacionamento, foco no resultado e facilidade para engajamento.

Quais ferramentas ajudam no hunting?

O processo de hunting se baseia no uso de uma série de ferramentas que ajudam a localizar o candidato ideal. Listamos algumas delas, veja:

Redes sociais

O uso das redes sociais na seleção de profissionais está ganhando cada vez mais espaço dentro das rotinas de Recursos Humanos e hunting.

Além de ajudar em um contato mais direto com essas pessoas, ajuda a fazer uma triagem por detalhes como especializações, experiência, colaborações nas empresas anteriores e redes de relacionamento.

Testes psicológicos

A aplicação de testes psicológicos ajuda a identificar se os candidatos atendem ao perfil comportamental exigido pela empresa, fator importante para sua imersão no fit cultural e que faz toda a diferença na retenção dos profissionais.

É importante entender também se essas pessoas têm características que são essenciais ao cargo — como liderança, proatividade, empatia e outras.

Testes de conhecimento

Nem sempre as habilidades apontadas nos currículos são verdadeiras. Para esclarecer qualquer dúvida em relação às capacidades de um profissional, podem ser aplicados testes que tragam à tona todo o conhecimento que um candidato tem, indicando seu nível de preparação e se ele está realmente apto a exercer a função.

Entrevistas

É durante a entrevista que os selecionadores realmente conhecem o candidato, avaliam suas reações em determinadas situações e percebem como ele como se comporta diariamente.

Mesmo que, graças à pressão do momento, alguns apresentem atitudes diferentes do usual, na entrevista já é possível ter uma boa noção de como o profissional é.

Além disso, durante essa etapa o recrutador consegue conhecer mais a fundo quais são os objetivos e as experiências do profissional. As entrevistas podem ser feitas individualmente, com dinâmicas ou em grupo. Algumas empresas já optam pela realização dessa etapa por videoconferência.

Serviços online

Usar um software de recrutamento e de seleção pode fazer uma grande diferença na hora de escolher os próximos contratados. Esse tipo de plataforma ajuda a estabelecer um workflow do processo, permitindo uma triagem mais apurada e o registro dos resultados de todas as entrevistas.

As propostas de contratação também são arquivadas, o que ajuda a manter uma gestão efetiva quando são realizadas ofertas mais atraentes para profissionais com qualificação de destaque.

A utilização de dashboards permite a visualização mais rápida das opções que a empresa tem à disposição e de qual plano de ação deve ser adotado.

Quais são os benefícios oferecidos pelo hunting?

Aplicar o hunting no recrutamento oferece uma série de vantagens para a empresa. Podemos destacar:

Contratações mais assertivas

O hunting permite o contato direto com o profissional que atende às especificações do perfil traçado. Quando o perfil não tem o fit perfeito, o headhunter consegue localizar a pessoa mais próxima do ideal.

Isso aumenta muito a assertividade da contratação, já que é feita uma busca ativa. No recrutamento tradicional, a empresa é obrigada a selecionar dentre as pessoas que se candidataram. Não é raro, por exemplo, que essas pessoas não tenham as habilidades que a organização procura.

Preenchimento de vagas estratégicas

Ocupar vagas mais estratégicas — especialmente as de liderança ou que exigem um alto nível de expertise — é uma das tarefas mais difíceis de um recrutamento.

O hunting abre portas para localizar essas pessoas, pois elas geralmente não se inscrevem para processos seletivos tradicionais e, muitas vezes, nem estão cientes da oportunidade, pois já ocupam uma posição de destaque em uma organização.

Processos seletivos mais curtos e baratos

O headhunter consegue ir “direto ao ponto” na hora de fazer o recrutamento. Isso significa que, ao assumir o controle do processo, os profissionais ideais são localizados mais rapidamente e a contratação é efetivada em um período menor.

Os custos também são otimizados, já que algumas etapas — como a triagem de currículos e a realização de entrevistas com um número maior de pessoas — são suprimidas. Assim, contar com uma empresa terceirizada para esse trabalho é um investimento.

Quais são os erros mais comuns na prática de hunting?

Achar que qualquer um pode aplicá-lo

A aplicação correta do hunting exige a participação de um profissional especializado e com experiência no assunto, que conheça a fundo a técnica. O processo exige ética, confidencialidade e know-how.

Subestimar a ferramenta

Muitas empresas acham que o LinkedIn é capaz de substituir o hunting. Na verdade, nem todos os profissionais estão nessa rede social — muitas vezes, pessoas que realmente se destacam no mercado de trabalho não têm o currículo cadastrado ali. Para encontrar alguém com o perfil ideal é preciso aplicar o hunting de maneira precisa.

Banalizar a técnica

É essencial que o hunting seja realizado no ambiente correto, obedecendo a orientações muito específicas. Uma abordagem crua, feita sem critério, pode prejudicar seriamente a imagem da empresa e fazer com que o profissional perca totalmente o interesse em trabalhar ali.

Ignorar o mapeamento de mercado

Quando não há um estudo prévio do mercado de trabalho, é impossível entender qual tipo de profissional está à disposição, suas competências e o que ele pode oferecer. É necessário saber o que o mercado oferece de melhor para o momento atual da empresa.

Sem essas informações a contratação falhará por escolher uma pessoa abaixo das especificações ou com um nível de senioridade mais alto — e que, portanto, deixará a organização em breve.

Desprezar a ajuda de uma consultoria

Destacar um profissional do RH pode parecer uma proposta mais econômica à primeira vista. Porém, trata-se de um erro estratégico, pois essa pode ser uma técnica que esse colaborador não domina.

Para um bom processo de hunting, o responsável deve estar 100% focado na atividade e acumular a experiência necessária na função. Um erro comum é o “vazamento de informações” que pode ocorrer quando a empresa contata diretamente um empregado do concorrente.

Esse tipo de situação prejudica muito o employer branding e afeta totalmente o processo de hunting, que deve ser feito confidencialmente. Por isso, a contratação de uma consultoria é fundamental para o êxito do processo.

O hunting é uma ferramenta que vai além do processo de recrutamento tradicional e, por isso, consegue resultados mais precisos e que tornam a contratação mais vantajosa e adequada para a empresa.

A médio e longo prazo, optar pelo hunting se mostra uma estratégia vantajosa financeiramente, capaz de construir um quadro de funcionários mais interessante, com maior engajamento, menor turnover e preenchimento de cargos de liderança por pessoas realmente aptas a exercer a função com excelência.

E você, como acha que a adoção do hunting pode ajudar no recrutamento dos melhores talentos para a sua empresa? Aproveite para compartilhar esse conteúdo nas suas redes sociais e ajudar mais profissionais a conhecerem essa técnica!

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