FTE: O que é e como calcular o Full Time Equivalent da empresa?

8 de maio de 2017
Kenoby

Mensurar os resultados da empresa nem sempre é uma tarefa fácil, por isso existem alguns indicadores que visam simplificar esse processo de avaliação de resultados. É o caso do Full Time Equivalent (FTE), um método de mensuração que permite comparações acerca dos níveis de envolvimento de cada colaborador nas atividades ou projetos da empresa, mesmo que eles possuam cargas horárias distintas.

Saiba mais sobre o FTE, como calculá-lo e que benefícios essa métrica traz para a empresa neste post.

O que é Full Time Equivalent?

Sabemos que a carga diária de um profissional nem sempre é totalmente gasta em atividades produtivas. Há pausas para cafezinho, reuniões, idas ao banheiro etc. Essa rotina é normal, faz parte de qualquer ambiente de trabalho, além de ser importante para ajudar na descompressão do funcionário e melhorar até a qualidade do clima organizacional, ajudando a empresa a sair na frente em relação ao tratamento com os funcionários.

Mas qual a ligação do FTE com essa situação? Em síntese, o FTE é o número de horas úteis que, em média, os profissionais se dedicam às suas atividades por mês.

Esse conceito pode ser levado em consideração também para comparar a produtividade entre os funcionários que atuam meio período e os que trabalharam oito horas diárias.

Existem várias razões para calcular o Full Time Equivalent. Entre elas, podemos citar que o indicador pode ser utilizado para prever a necessidade de contratações sazonais, auxiliar nas decisões para cortes de pessoal, avaliar aspectos relacionados à infraestrutura da empresa e, ainda, reduzir custos no RH.

Quais são os benefícios do cálculo do Full Time Equivalent?

otimização da alocação da força de trabalho de uma instituição é fundamental para atingir níveis satisfatórios de produtividade, custos e competitividade.

O Full Time Equivalent propicia maior conhecimento em relação às atividades estratégicas da empresa e à identificação das necessidades e capacidades da instituição. Permite, ainda, a alocação dos colaboradores conforme seus perfis, reduzindo os índices de insatisfação e improdutividade no ambiente de trabalho.

Os gestores de projetos também usam o FTE para converter o valor das horas trabalhadas por profissionais que atuam em meio período em números condizentes aos obtidos com os funcionários que exercem a carga diária completa. Assim, a estimativa do custo da força de trabalho ajuda a entender se a empresa pode fazer novas contratações.

Para que usar o FTE?

Basicamente, você pode aplicar o FTE para analisar as operações da sua empresa e compará-las com os números da concorrência e outras organizações do setor.

Esse cálculo é extremamente útil para entender a produtividade dos seus funcionários e aplicar ações que diminuam a distração e aumentem o engajamento ou, até mesmo, para lançar desafios para incentivar o aproveitamento das horas de maneira útil.

O FTE também ajuda a mensurar e determinar metas. Ao entender quais são os índices de outra corporação, por exemplo, e usar essa mesma métrica na sua empresa, fica mais fácil determinar um objetivo alcançável, porém desafiador para os funcionários.

Aproveite para baixar o nosso modelo para apresentação de indicadores de RH. Clique na imagem abaixo:

Apresentação Indicadores de RH

Qual o impacto do FTE na empresa?

O uso do Full Time Equivalent torna o resultado estatisticamente mais correto, já que a força de trabalho de uma empresa ou atividade pode ser somada e expressada de acordo com o número de equivalentes em tempo integral.
No contexto empresarial, a unidade FTE serve para direcionar as ações da empresa, automatizando a gestão de recursos humanos e permitindo a identificação do quantitativo de pessoal necessário para atender às demandas institucionais. Além disso, fornece os subsídios necessários para futuras contratações de pessoal.

Com esses números em mãos, o gestor tem como avaliar a necessidade de uma próxima contratação e o retorno que ela vai trazer em termos de produtividade. Pode perceber, ainda, se é necessário fazer adaptações nas cargas horárias ou na rotina de trabalho para otimizar processos.

Como calcular o Full Time Equivalent?

Inicialmente, a empresa deve determinar o número de colaboradores em tempo integral, ou seja, aqueles que trabalham em média 30 ou 40 horas semanais, mas isso varia de acordo com cada instituição. Então, você precisa saber quantas horas são trabalhadas por um colaborador (integral) na sua empresa.

Alguns aspectos devem ser levados em consideração para que esse cálculo seja realizado corretamente, como:

  • férias;
  • feriados;
  • absenteísmo por doença.

O cálculo do Full Time Equivalent é obtido através da soma da jornada normal de trabalho (horas contratadas) dos colaboradores em tempo integral e parcial em uma semana, dividida pela carga horária total semanal. Por exemplo, um colaborador em tempo parcial, que trabalha 20 horas semanais numa empresa onde o tempo inteiro é de 40 horas, é contado como 0,5 FTE, enquanto um trabalhador integral é contado como 1,0 FTE. Ou seja:

FTE = total de horas contratadas do total dos empregados (integrais e parciais) por semana/40

Em quais situações posso aplicar o FTE?

Vamos listar aqui alguns casos em que o FTE vai ser útil para a empresa, ajudando a administrar funcionários:

Cálculo dos custos de um novo funcionário

Uma das aplicações mais conhecidas do FTE é a projeção de custos de um novo funcionário. Para fazer esse cálculo, você pode levar em consideração os seguintes fatores:

Recrutamento/contratação

Dependendo do tamanho e da atuação da empresa, os custos do processo seletivo podem ser bem altos (levando em consideração o emprego das horas dos funcionários do RH nessa tarefa, entre vários outros aspectos). Esses custos devem ser incluídos para prever as despesas de uma nova contratação.

Pagamento de salários

Manter o equilíbrio salarial é importante não só para a saúde financeira da empresa, mas também para os relacionamentos internos e o clima organizacional. Lembre-se, na hora de fechar as novas contratações, de manter um FTE próximo com outros funcionários que exercem a mesma função para evitar problemas internos.

Concessão de benefícios

Os benefícios pagos aos colaboradores devem ser levados em consideração na hora de calcular o valor do custo de um novo funcionário. Lembre-se de que o trabalhador não vale apenas o salário. Os impostos pagos ao governo graças à contratação em regime CLT também não podem ser ignorados.

Compra de equipamentos

Quais serão os gastos com computadores, uniforme, ferramentas, mobiliário e tudo o que acarreta a criação de um novo posto de trabalho na empresa? Esses gastos não podem ser esquecidos ao considerar a aquisição de novas pessoas.

Todos esses valores devem ser colocados na balança quando a organização decide contratar um novo funcionário, além do valor das suas horas trabalhadas. É importante ter em mente o investimento e o retorno que esse profissional pode trazer.

Escolha entre período integral e meio período

Uma tendência crescente em países europeus é a contratação de profissionais para cargas diárias de 6 horas. Algumas teorias defendem que não há redução no número de horas efetivamente trabalhadas, já que o funcionário tem uma qualidade de vida melhor e consegue produzir mais enquanto está na empresa.

Para tirar a dúvida, você pode usar o FTE. A conversão para essa métrica ajuda a entender a produtividade do trabalhador integral e a do trabalhador de meio período, calculando inclusive o impacto financeiro desses dois regimes de atuação.

Ao usar essa métrica, o gestor consegue entender o que é mais vantajoso para a empresa e decidir qual a carga horária mais interessante para a sua organização, levando em consideração os custos e o alcance das metas.

Optar por uma empresa terceirizada

Quando há necessidade de implantação de um novo projeto, alguns gestores podem ficar em dúvida se devem aproveitar os funcionários internos ou terceirizar o trabalho. Muitos consideram que ocupar os profissionais já contratados é a melhor solução, afinal eles já são pagos para trabalhar para a empresa. Porém, essa mentalidade é um pouco equivocada.

Devemos considerar que, quando há realização de atividades fora da rotina, isso exige dos funcionários uma readaptação, aplicação de conhecimentos que nem sempre esses indivíduos possuem e, não raro, pagamentos de horas extras ou turnos dobrados para que essas pessoas consigam lidar com a nova carga de trabalho. Não podemos deixar de citar a queda na qualidade das tarefas e problemas de saúde que podem ser provocados por estresse e excesso de funções.

Para chegar a uma equação que indique bem o custo/benefício da empresa, basta aplicar o FTE. Os gestores percebem que a terceirização sai mais barato do que pagar as horas a mais para os trabalhadores contratados. Além disso, essa terceirização traz vários retornos positivos, como melhoria da especialização e implantação de rotinas de trabalho desconhecidas até então.

Cada vez mais, as empresas precisam de estudos, indicadores e metodologias para otimizar a gestão de recursos humanos. Neste sentido, o Full Time Equivalent é uma importante forma de mensuração, que se assemelha ao ROI (Retorno sobre investimento). Portanto, deve ser utilizado como ferramenta estratégica para uma gestão qualitativa, impactando positivamente os resultados da sua empresa.

Usar o FTE vai ajudar a entender quais são os gastos da organização relacionados à contratação e à manutenção de funcionários, permitindo novas estratégias que possam aproveitar melhor o capital humano disponível e o uso dos recursos de maneira mais inteligente.

E você, como acha que pode aplicar o FTE na sua empresa? Acredita que o uso dessa métrica pode ajudar na gestão de pessoas? Para mais informações, siga os nossos perfis no Facebook e LinkedIn.

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