Tipos de recrutamento: interno, externo, misto e online. Conheça todos!

8 de dezembro de 2017
Kenoby

Conhecer os tipos de recrutamento pode ser uma carta na manga para encontrar o profissional mais qualificado. Assim, será possível colocar as pessoas certas nos lugares certos, gerando maior eficiência operacional e promovendo o crescimento do negócio.

Os tipos de recrutamento têm características, riscos e benefícios diferentes. Logo, exigem uma análise criteriosa para uma boa decisão. Enquanto o recrutamento interno motiva os atuais funcionários, o recrutamento externo agrega novos talentos e gera inovação. Essas peculiaridades devem ser entendidas para fazer uma boa escolha.

Pensando nisso, reunimos neste post uma série de informações sobre o assunto para você e dicas de como escolher o seu modelo de recrutamento. Então, continue a leitura deste post e aprenda um pouco mais sobre esses procedimentos!

O que é o recrutamento

Primeiramente precisamos entender mais sobre o assunto. O recrutamento é o conjunto de ações coordenadas que visam obter candidatos para um determinado cargo. Trata-se de uma importantíssima função não só para o RH, mas para todo o empreendimento.

Para saber se essa atividade está sendo bem executada e gerando vantagens à organização, é necessário ficar atento às métricas e aos indicadores de desempenho do setor de Recursos Humanos. Identifique e acompanhe indicadores específicos, como:

  • custo médio por contratação;
  • turnover nas contratações recentes;
  • impacto no ambiente de trabalho;
  • vagas fechadas no prazo;
  • número de candidatos por vaga aberta.

Acontece que o recrutamento pode ocorrer de diferentes formas de acordo com o meio utilizado para procurar candidatos e fomentar o processo seletivo. Os tipos de recrutamento são: interno, externo, misto ou online. Eles devem ser conhecidos pelos líderes e aplicados de forma consciente dentro da empresa.

Cada um desses tipos de recrutamento tem suas peculiaridades. Um pode despertar motivação, outro eficiência operacional e flexibilidade, ao passo que um terceiro pode proporcionar equilíbrio ao negócio. Por essa razão, é necessário explicá-los de maneira individual. Confira os próximos tópicos!

Recrutamento interno

No recrutamento interno, a busca por um profissional ocorre dentro da empresa — ou seja, está restrita aos colaboradores já contratados. É uma espécie de reaproveitamento, no qual os talentos podem ser promovidos ou realocados dentro da própria organização.

O recrutamento interno é, sem dúvida, um dos modelos mais usados. Em algumas empresas a prática está tão enraizada que só se utiliza o modelo de recrutamento externo para cargos de base da pirâmide organizacional — assim, todos os cargos de liderança são ocupados por talentos que já fazem parte do quadro de trabalho.

Benefícios do recrutamento interno

Existem vários benefícios relacionados ao recrutamento interno. Um dos principais deles é o privilégio dado aos colaboradores que já fazem parte da empresa, os quais podem crescer e assumir posições de comando com o tempo. Entre as vantagens do recrutamento interno, também podemos citar:

  • custos menores;
  • conhecimento prévio sobre o perfil dos candidatos;
  • valorização dos colaboradores;
  • redução de turnover.

No recrutamento interno, os custos são significativamente menores — tanto antes quanto depois do recrutamento. Os profissionais já são parte do time, então não é preciso fazer anúncios pagos para recrutar, nem mesmo investir tempo no processo de integração e em treinamentos.

Por fim, é preciso destacar que há uma segurança significativamente maior. A empresa já conhece o talento, entende seus principais pontos fortes e fracos, bem como seu grau de alinhamento com a cultura da empresa (o que hoje é chamado de fit cultural).

Sendo assim, o risco com surpresas negativos é menor, diferentemente do que acontece no recrutamento externo. Vale ressaltar, ainda, as diferentes formas de realizar um recrutamento interno. Veja!

Assim, as vantagens de privilegiar as pessoas da própria organização convivem com os riscos de se fechar para novos quadros e ideias.

Recrutamento informal

A procura ocorre dentro de uma equipe sem a abertura de concorrência pela vaga. É o caso, por exemplo, da substituição do supervisor de uma área com a promoção de outro membro do time. Nesse modelo, a principal fonte de informações é a indicação de profissionais e o acompanhamento das avaliações do dia a dia de trabalho.

No entanto, quando não há critérios claros para o recrutamento interno, esse modelo pode ser visto como injusto por muitos profissionais, causando prejuízos ao clima de trabalho e até gerando conflitos interpessoais.

Abertura de concorrência

A empresa inicia um procedimento interno e divulga a vaga para os colaboradores que preenchem determinados requisitos. O mais comum, nesse caso, é a afixação em murais e o envio de e-mails comunicando o recebimento de candidaturas.

Reenquadramento dentro do plano de carreira

Nesse tipo de recrutamento interno a empresa restringe sua procura aos colaboradores habilitados pelos critérios do plano de carreira, o que pode significar a concorrência entre candidatos ou a promoção do próximo da fila.

Nos três procedimentos mencionados, é recomendável a adoção de critérios objetivos de seleção para evitar a degradação do ambiente de trabalho. Alguns deles podem ser:

  • qualificação técnica;
  • tempo de casa;
  • alcance de metas;
  • perfil do candidato.

Por fim, a escolha pelo recrutamento interno deve ser acompanhada de medidas para treinar colaboradores e oxigenar as ideias da empresa, evitando os riscos de estagnar o capital intelectual do negócio.

Recrutamento externo

Dentre os tipos de recrutamento, o recrutamento externo é o mais comum. Nesse caso, a empresa vai ao mercado em busca de candidatos — quer sejam profissionais desempregados, quer sejam colaboradores de outras organizações.

Geralmente, esse modelo é utilizado para suprir os cargos de início de carreira e, principalmente, para obter competências que não são encontradas nas equipes internas.

Um bom processo de recrutamento externo começa com a atração de talentos — ela pode ser feita pelas redes sociais ou por sites de emprego. Para tanto, é crucial contar com um bom software de recrutamento, capaz de centralizar e gerenciar todo o processo.

Benefícios do recrutamento externo

Existem muitos benefícios em optar pelo recrutamento externo. O principal deles é o acesso a uma grande diversidade de trabalhadores. São muitos os profissionais em busca de emprego, vários com competências técnicas e comportamentais adequadas ao cargo e à empresa. Assim, é maior a possibilidade de encontrar o talento ideal.

Além dessa, há outras vantagens nesse procedimento:

  • entrada de novos talentos e oxigenação de ideias;
  • modificação de práticas internas (principalmente em cargos de gestão);
  • aumento de opções para o ocupar o cargo;
  • enriquecimento ou reposicionamento do capital intelectual da empresa.

É importante destacar a possibilidade de oxigenação de ideias. Quando a equipe recebe “sangue” novo, ela tem a chance de rever seus processos e até inovar no que faz. Isso é uma grande vantagem competitiva ao negócio, que pode crescer muito mais.

Embora possa somar novos talentos ao conjunto de colaboradores, ao ultrapassar suas fronteiras a empresa lidará com riscos e custos mais elevados para a contratação. Então, é preciso saber como realizar o recrutamento externo. Veja, agora, alguns exemplos:

Headhunting

Escolher profissionais para ocupar cargos de gestão e gerência demanda certas particularidades, principalmente em relação aos impactos no ambiente da empresa. É como a contratação de um novo treinador: com ela não se sabe quem manterá a condição de titular e quem será colocado no banco de reservas.

Para evitar instabilidades, as empresas contratam consultorias (headhuntig) para abordar candidatos de maneira sigilosa e discreta, restringindo as buscas a uma determinada rede de contatos.

Em uma tradução livre, o nome significa algo como “caçador de talentos”. O objetivo é identificar e prospectar os melhores talentos, geralmente para cargos que estão no topo ou no meio da pirâmide organizacional. Assim, é possível ter sucesso no recrutamento.

Anúncios públicos

Outro caminho — até mais comum — são os anúncios públicos colocados nas sedes de algumas empresas, em universidades, jornais, revistas, sites e afins. Nesse modelo, os potenciais candidatos visualizam a descrição da vaga e encaminham seus currículos pelo canal de comunicação escolhido.

Nos dias atuais, os meios digitais — como páginas de carreira, redes sociais e portais de empregos — são os mais utilizados para realizar os anúncios. Eles oferecem maior acessibilidade, menor custo e impactam um público muito maior.

O desafio está em gerenciar os vários canais digitais de recrutamento de uma única vez, o que pode ser facilitado com o software de recrutamento e seleção.

Parcerias

As parcerias são muito utilizadas para o preenchimento de cargos de nível técnico e superior, ainda que possam ser firmadas com sindicatos e entidades de classe para outras funções.

Na maioria das vezes, a instituição parceira divulga as vagas internamente ou indica candidatos para recrutamento — o que restringe o número de currículos recebidos.

Por fim, é importante que, no recrutamento externo, o RH dê uma atenção especial para o ambiente interno. Afinal, os colaboradores podem ter frustradas suas expectativas de promoção. Assim, há chances reais de desmotivação e de até evasão de talentos, o que deve ser gerenciado e contornado pelos profissionais de gestão de pessoas.

Chegamos à metade do texto. Antes de continuar, preparamos para você um Guia de Boas Práticas de Recrutamento e Seleção. Baixe grátis:

Boas práticas de Recrutamento e Seleção

3. Recrutamento misto

Uma terceira opção dentre os tipos de recrutamento é a combinação dos procedimentos externo e interno.

A união de modelos visa a conciliar o interesse na contratação de novos profissionais com a valorização dos talentos do negócio. O que pode ser feito de três formas:

Prevalência do modelo interno

A forma mais utilizada é a tentativa de recrutar internamente e, diante de um insucesso, a busca por profissionais de fora da organização. Assim, os colaboradores são privilegiados e, portanto, valorizados.

Prevalência do modelo externo

Um recurso menos utilizado é a procura no mercado para, só então, a vaga ser aberta para os colaboradores da empresa.

Essa combinação só é comum quando o recrutamento externo não atinge as expectativas. Por exemplo, quando nenhum dos candidatos atinge os índices mínimos de liderança, e a empresa opta pela promoção de alguém que, ao menos, já está integrado ao negócio.

Modelo concomitante

Por fim, os tipos de recrutamentos externo e interno podem ocorrer de maneira simultânea, gerando uma competição em pé de igualdade entre os candidatos.

De todo modo, em qualquer um dos procedimentos, é preciso ter cuidado com os feedbacks negativos. Afinal, a derrota em um processo seletivo pode gerar um clima de insatisfação entre os colaboradores da companhia.

4. Recrutamento online

A expressão “recrutamento online” se refere aos procedimentos realizados pela internet. Isto é, o meio eletrônico é uma ferramenta para recrutamentos externos ou internos mais eficientes.

Embora a empresa possa utilizar o próprio site, o ideal é contar com o auxílio de plataformas especializadas. Tais softwares, ao mesmo tempo, expandem e automatizam processos.

A expansão é verificada pela possibilidade de alcançar um número incontável de candidatos, principalmente em bancos de dados de currículos e páginas de divulgação de vagas.

Já a automatização ocorre nos diversos filtros aplicados às candidaturas, de modo que apenas os profissionais com maior aderência são submetidos às etapas seguintes, por exemplo.

Os benefícios desse modelo são os seguintes:

  • divulgação dos anúncios em meios digitais;
  • facilitação da comunicação com os candidatos;
  • ampliação do alcance do processo;
  • possibilidade de filtragem automática de currículos;
  • tradução das informações em elementos visuais (gráficos, tabelas, quadros e afins);
  • automatização de um grande número de tarefas;
  • dentre outros.

Por isso, a tendência é que o meio digital supere os demais tipos de recrutamento, até mesmo em relação aos recrutamento internos. Isso porque, mesmo nesse último caso, a tecnologia pode auxiliar a coleta, a análise e a compreensão das informações dos colaboradores.

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