Treinamento e desenvolvimento: Tire suas dúvidas sobre esse tema

4 de dezembro de 2017
Kenoby

Treinamento e desenvolvimento é, normalmente, uma área alocada dentro do setor de recursos humanos, responsável pela gestão de conhecimento dos colaboradores da companhia, assim como o desenvolvimento de cada um.

 

O treinamento e desenvolvimento é uma das atividades mais importantes nos processos de recrutamento de profissionais nas empresas. Essa etapa é considerada fundamental para garantir o aprimoramento dos profissionais, bem como a melhoria nas atividades diárias e no atendimento aos clientes.

Mas ainda há muitas dúvidas sobre esse assunto, como: qual a diferença entre treinar e desenvolver alguém? De quem é a responsabilidade? Quais indicadores devem ser utilizados para avaliar o sucesso de programas de treinamento e desenvolvimento?

Para ajudar você a solucionar as principais questões sobre o tema, confira, neste artigo, os pontos essenciais que você precisa saber!

A importância de aprimorar os profissionais

No Brasil, os profissionais passam por apenas 16,6 horas de treinamento ao ano, segundo uma pesquisada Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento. Para se ter uma ideia, esse número de horas pode quase dobrar em outros países, como Estados Unidos, por exemplo.

A falta de treinamento pode influenciar de modo negativo as atividades diárias da empresa como um todo, bem como a satisfação dos clientes finais. Quando o atendimento deixa a desejar, os resultados negativos podem ser percebidos, já que esse é o motivo que faz com que 86% dos clientes deixem de comprar em uma empresa.

Sendo assim, o desenvolvimento dos profissionais pode ser visto como um investimento estratégico, capaz de gerar novos negócios e reduzir prejuízos futuros. Também é possível afirmar que pode servir de diferencial competitivo, destacando a companhia da concorrência.

A diferença entre treinamento e desenvolvimento

Para o setor de Recursos Humanos, há uma grande diferença entre treinar e desenvolver um talento.

O treinamento possui foco em ações presentes, ou ainda, em atividades desempenhadas diariamente pelo profissional. Para um vendedor, por exemplo, o treinamento estaria ligado ao uso de técnicas de vendas, atendimento aos clientes, negociação e tudo o que está relacionado à sua atual atividade dentro da empresa.

O desenvolvimento, por outro lado, foca no futuro. O objetivo não é preparar o profissional para seu cargo atual, mas para situações que possam acontecer (como uma promoção, por exemplo). O desenvolvimento está ligado a programas de coaching, gestão do tempo, liderança e práticas de intraempreendedorismo, entre outras.

Essas duas práticas devem ser equilibradas pelo profissional de RH, para reconhecer a importância de capacitar os colaboradores da empresa para o presente e o futuro.

Os benefícios de treinar e desenvolver colaboradores

Já há algum tempo, investir no crescimento de seus colaboradores deixou de ser uma opção para as organizações. Atualmente, treinamento e desenvolvimento são essenciais para quem deseja se diferenciar e se sobressair no mercado.

Para saber mais sobre como se destacar perante aos candidatos enquanto espresa para se trabalhar, faça o download gratuito do Guia para Desenvolver a Marcar Empregadora.

E-book: Manual para desenvolver a Marca Empregadora


 

Confira quais são as vantagens que podem ser almejadas quando se aposta no aprimoramento de seus profissionais:

Vantagem competitiva

Em um ambiente corporativo cada vez mais competitivo, as empresas precisam buscar diferenciais que lhes permitam encantar e fidelizar seus clientes. E quanto mais inacessível aos seus concorrentes for esse diferencial, maiores serão as possibilidades de se consolidar na liderança.

Esse algo a mais que diferencia a empresa pode ser uma tecnologia mais avançada ou mesmo uma melhor condição de financiamento da sua produção, por exemplo. Porém, o mercado globalizado reduz as brechas para que a organização detenha alguma exclusividade sobre esses elementos inerentes à produção.

Investir na qualidade superior de suas equipes é uma alternativa para garantir à empresa a condição necessária para se manter um passo à frente dos concorrentes. Ou seja, manter e qualificar talentos é, atualmente, uma forma de consolidar um diferencial competitivo.

Daí a importância de se investir no treinamento e desenvolvimento dos seus quadros. O capital humano passou a ser o grande diferencial competitivo. Logo, quanto mais aprimorado for esse processo, maior será a possível vantagem obtida frente aos concorrentes.

Acréscimo de qualidade

A melhoria na qualidade do trabalho é um resultado primário que se pode esperar das iniciativas de treinamento e desenvolvimento. Mas cabe ressaltar que tais práticas estão cada vez mais focadas e personalizadas. Elas buscam suprir demandas específicas de determinadas áreas ou perfis profissionais, acelerando sua assimilação e potencializando seus resultados.

Mais produtividade e motivação

Quando treina e desenvolve um colaborador, a empresa está municiando-o com subsídios necessários para que desenvolva suas atividades com mais foco, assertividade e qualidade. É uma forma de garantir a presença de ferramentas para que ele produza mais e gere melhores resultados, com menos erros e menos retrabalho, por exemplo.

O ganho em produtividade é uma primeira vantagem que se percebe. Porém, há mais benefícios. Quando avalia a atenção e o investimento que está recebendo por parte da organização e percebe as perspectivas de crescimento que isso proporciona, o colaborador sente-se valorizado.

Essa percepção gera uma motivação extra, essencial para impulsionar o desempenho do trabalhador. Daí também derivam o engajamento e a sensação de pertencimento, que fazem com que o colaborador assuma como seus os desafios da empresa.

Clima favorável e disseminação de valores

Prover os colaboradores com ferramentas e conhecimentos técnicos, para que desempenhem de forma mais produtiva suas tarefas, é uma das estratégias que têm por objetivo treiná-los e desenvolvê-los. Mas não é só isso.

Torná-los mais bem preparados envolve também garantir que estejam alinhados à cultura e aos valores da organização. Assim, os colaboradores percebem de forma clara onde a empresa deseja chegar e como pretende atingir seus objetivos. E também, qual o papel dele nesse processo.

A qualificação é uma forma de moldar e direcionar atitudes. É uma ferramenta para evidenciar aos colaboradores o que deles se espera e de que forma eles podem atender a essas expectativas.

Os principais passos para capacitar colaboradores

A desorganização no planejamento, execução e controle de programas de capacitação ainda é um desafio para muitas empresas. É comum que nessas companhias os programas de treinamento e desenvolvimento de profissionais não tenham etapas previamente definidas, nem indicadores de sucesso ou objetivos finais bem delineados.

Pode até não parecer, mas essa falta de programação custa caro, já que não é possível mensurar qual foi o retorno sobre o investimento feito. Confira os principais passos ao implementar uma política de treinamento e desenvolvimento em empresas:

Avalie as áreas necessárias de treinamento e desenvolvimento

Todo programa deve atacar a ausência de determinada competência, isto é, contribuir para o desenvolvimento de novas habilidades, conhecimentos e atitudes em um profissional ou equipe de trabalho. Logo, o primeiro passo é identificar quais competências carecem de desenvolvimento.

Isso pode ser feito por meio de uma avaliação de competências em 360 graus. Entreviste o superior imediato do profissional que será treinado, bem como seus colegas de trabalho e subordinados (caso tenha). Assim, você entenderá as principais forças e fraquezas dele, que devem ser eliminadas ou corrigidas na capacitação.

É possível, também, avaliar as competências que precisam ser desenvolvidas com base na análise de performance. Para tanto, avalie as últimas metas que foram ou não batidas pelo profissional, bem como as métricas e indicadores de sucesso. Então, você saberá se o desempenho dele está adequado ou carece de melhoria em áreas específicas.

Analise se os profissionais dispõem das competências necessárias para a participação

Para que um profissional participe de um treinamento, deve ter competências mínimas para extrair boas lições e aplicá-las no seu dia a dia. Então, o profissional de RH também deve avaliar se os colaboradores possuem as competências necessárias.

Para ficar muito mais claro, imagine a seguinte situação: um profissional que não falar nada de inglês participando de um treinamento nessa língua estrangeira, sem intérprete ou qualquer outro recurso que facilite seu entendimento. É impossível que ele aprenda da maneira desejada, mesmo que se esforce muito.

Em uma proporção muito menor, é comum que isso aconteça nos treinamentos. Alguns profissionais participam sem as competências básicas, por isso não extraem tudo o que poderiam do programa. Esse ponto deve ser considerado pelo gestor.

Selecione o tipo de programa que será utilizado e quais os objetivos devem ser alcançados

Como será visto mais adiante, existem muitos tipos de programas de capacitação. De treinamentos online a treinamentos presenciais, de programas executivos a jogos empresariais. A definição do melhor vai variar de acordo com o objetivo desejado.

Então, é importante estabelecer um objetivo claro para o programa de treinamento e desenvolvimento. Ao final, quais competências os profissionais deverão ter e como isso será útil para o crescimento do negócio ou área em específico?

Todo objetivo deve ser desenvolvido seguindo o padrão SMART, um acrônimo de 5 palavras do inglês. Isto é, todo objetivo deve ser: específico, mensurável, alcançável, relevante para a empresa e temporal (com prazo bem estabelecido).

Encontre um ambiente propício para a capacitação

Toda capacitação deve ocorrer em um ambiente adequado, capaz de otimizar o aprendizado dos profissionais e estimular a participação dos indivíduos. Para escolher um bom ambiente, os seguintes itens devem ser considerados:

  • ausência de ruídos;
  • espaço adequado;
  • qualidade do acesso à internet (em especial para treinamentos EAD);
  • iluminação do ambiente;
  • acessibilidade para portadores de necessidades especiais;
  • adequação às normas legais existentes (como alvará do corpo de bombeiros);
  • móveis que atendam aos padrões de ergonomia;
  • existência de recursos audiovisuais (som, Datashow, microfone etc.).

Esses alguns dos principais, mas é claro que a lista pode ser muito maior, dependendo do tipo de treinamento que será realizado. Por essa razão, o mais indicado é criar um checklist, depois partir para a busca de um ambiente que atenda às necessidades.

Assegure que essa aprendizagem será aplicada no dia a dia

Nenhum treinamento ou desenvolvimento tem sentido se o que for aprendido não seja aplicado dentro da empresa ou na vida pessoal dos profissionais, caracterizando apenas perda de tempo e dinheiro (por mais duro que pareça, é verdade). Os profissionais devem sair da capacitação com novas competências e entusiasmo para agir.

Nesse sentido, após a capacitação, é possível criar situações para que o treinamento seja aplicado. Contrate um cliente oculto, por exemplo, e teste a habilidade do time em atender demandas inesperadas e urgentes. Ou, ainda, simule situações em que o time precise aplicar suas novas habilidades, como uma negociação complexa.

Defina os principais indicadores de desempenho

Existem muitas métricas e indicadores de desempenho que podem ser usados antes e depois do treinamento, assim será possível ter maior clareza acerca do progresso dos profissionais.

Os principais indicadores serão discutidos adiante, porém, é possível citar como exemplo o retorno sobre o investimento (ROI) e o número de profissionais presentes no treinamento. Com informações como essas, é possível promover melhorias e obter resultados ainda mais satisfatórios no futuro.

Não existe um limite de indicadores a ser usado pelo profissional de RH, mas é importante se concentrar naqueles que estão relacionados ao objetivo do treinamento. Por exemplo, se o intuito é melhorar o atendimento aos clientes, estabeleça indicadores capazes de medir o nível de satisfação e lealdade dos consumidores.

Essas etapas ainda podem variar de acordo com a empresa, tema do treinamento ou modelo de programa utilizado. Para alcançar os objetivos do programa, concentre-se nessas etapas e, se achar necessário, acrescente novos passos.

É muito importante seguir um fluxo de planejamento-execução-mensuração, assim, você poderá saber o que tem dado certo e que precisa de mudanças.

Os principais tipos de treinamento e desenvolvimento

O modal é o tipo de política que será utilizada para capacitar o colaborador. A escolha do melhor modal pode variar de acordo com o perfil dos profissionais, o orçamento disponível e a cultura empresarial. Entre os programas, os principais são:

In company

Traduzido para “dentro da empresa”, representam treinamentos presenciais e feitos no ambiente de trabalho. É comum em organizações que apresentem salas de reuniões mais amplas ou espaços próprios para capacitações.

O treinamento In company não precisa, necessariamente, ser realizado por um instrutor externo. O próprio líder de equipe pode formular e compartilhar certos aprendizados com seus subordinados, o que também é muito interessante.

Out company

Traduzido para “Fora da empresa”, nessa modalidade, o intuito é capacitar os profissionais no ambiente externo. Existem muitos exemplos de treinamento Out company, por exemplo, como feiras profissionais, congressos ou workshops.

Como nem sempre é possível enviar toda a equipe, afinal, os custos são maiores e ocasionam desfalque no quadro de trabalho, é comum que se envie apenas um ou dois profissionais para que, depois, eles façam a multiplicação do conhecimento na empresa.

A distância

É um dos modelos que mais têm crescido nos últimos anos, graças aos avanços tecnológicos e à quebra de paradigmas dentro das próprias instituições. Se antes o treinamento a distância era visto como ineficaz, hoje é uma importante ferramenta para o progresso dos colaboradores.

O treinamento a distância pode ser feito em cursos avulsos, isto é, pagos para cada profissional, de acordo com a demanda. Outra possibilidade é criar uma universidade corporativa, onde os cursos a distância são criados e distribuídos pela própria firma.

Colaborativo

Essa é outra modalidade que tem crescido bastante nos últimos anos. Consiste em usar os conhecimentos e habilidades dos próprios funcionários, incentivando-os a criar um treinamento e compartilhar seus conhecimentos com o time.

Imagine o melhor vendedor do mês; ele pode criar um treinamento sobre técnicas de negociação e atendimento. O analista de marketing, por outro lado, pode falar sobre como usar as redes sociais para otimizar as vendas e chamar a atenção dos clientes.

Gamificação

A palavra gamificação é uma referência ao uso de “games” no processo de aprendizagem e desenvolvimento dos profissionais. Ou seja, usar jogos corporativos para entusiasmar os colaboradores na obtenção de novos conhecimentos, habilidades e atitudes. Adiante, esse tópico será explorado com mais detalhes.

Atualmente, é possível destacar dois tipos de capacitação nas empresas: o treinamento a distância e o modo colaborativo.

Com o crescimento de cursos de educação a distância, hoje, é possível proporcionar uma ótima experiência aos profissionais, com conteúdo de qualidade, profissionais atualizados e com baixo custo. Já o treinamento colaborativo permite que os profissionais da empresa compartilhem suas habilidades específicas com os demais, o que aproxima os colaboradores e reduz os custos.

O uso de jogos no processo de aprendizagem

Uma das maiores novidades é a aplicação de jogos empresariais para o aprendizado, técnica conhecida como gamificação. Essa técnica já é bastante aplicada em algumas das instituições de ensino mais renomadas, mas ainda é considerada uma inovação nas empresas.

A grande vantagem da gamificação é a quebra dos padrões para o aprendizado. Nessa modalidade ninguém fica parado, pois é preciso colocar a mão na massa para acumular pontos e vencer o jogo. Assim, todo o processo fica mais dinâmico e descontraído.

Veja algumas dicas para construir capacitações em forma de games empresariais:

  • construa uma competição saudável entre os membros da equipe;
  • defina as regras do jogo;
  • implemente elementos lúdicos (pontuações, rankings, premiações simbólicas);
  • incentive o trabalho (e aprendizado) em equipe;
  • premie os melhores resultados.

Essa é uma forma de inovar no treinamento, fugindo dos padrões mais tradicionais e, muitas vezes, indesejados pelos funcionários. Também é uma forma de economizar recursos, afinal, tudo pode ser feito dentro da empresa, entre os membros da equipe.

Os principais indicadores de desempenho

Por fim, é preciso entender que mensurar o sucesso do treinamento é crucial. Assim, é possível que a diretoria da empresa perceba os resultados de uma boa política de treinamento e desenvolvimento, o que pode trazer mais recursos financeiros para o futuro e ajudar a identificar erros e implementar melhorias.

Os indicadores podem variar de acordo com a capacitação. Se o treinamento for sobre técnica de vendas, por exemplo, avalie o índice de efetividade das vendas antes e depois da atividade. Já um treinamento sobre atendimento ao cliente pode ser avaliado conforme o grau de contentamento e fidelidade do público-alvo antes e depois do processo.

Alguns dos indicadores mais importantes são:

  • percentual de colaboradores treinados;
  • retorno obtido com o investimento (ROI);
  • valor médio gasto no treinamento;
  • percentual de funcionários presentes;
  • nível de satisfação dos colaboradores com o treinamento;
  • horas de treinamento por funcionário;
  • lucro por empregado (antes e depois dos treinamentos).

Agora que você já entende a diferença entre treinamento e desenvolvimento, sua importância e benefícios para a empresa, os principais passos para o planejamento, os principais tipos e indicadores-chave de desempenho, comece a colocar um plano de capacitação em funcionamento.

Aproveite, também, para deixar um comentário no artigo. Compartilhe suas principais dúvidas, sugestões ou experiências sobre o assunto. Vamos lá!

No votes yet.
Please wait...

NOVIDADES DO BLOG

Receba semanalmente as novidades do blog e transforme o seu recrutamento!

Continue lendo:

Universidade corporativa: O que é e como funciona?

É cada vez maior a preocupação em manter as equipes de trabalho treinadas para realizar com eficácia as tarefas diárias, bater metas e atender bem os clientes da empresa. Para tanto,  continue lendo »

Nine box: como aplicar a metodologia nas empresas?

Ninebox é um método de avaliação da performance dos colaboradores da companhia que busca acompanhar os profissionais levando em conta dois critérios principais, as entregas feitas por ele em determinado  continue lendo »

Ambiente de trabalho: 4 passos para melhorar o clima organizacional

Você já deve ter ouvido falar que proporcionar um bom ambiente de trabalho para seus funcionários é importante porque interfere diretamente na produtividade e, consequentemente, nos resultados do seu negócio,  continue lendo »

Integração na empresa: a importância no trabalho dos funcionários

A integração na empresa é um processo realizado pelas organizações para inserir os novos funcionários no ambiente de trabalho e também para engajar os colaboradores antigos a buscarem a qualidade  continue lendo »

Qualidade de vida no trabalho: qual a sua importância afinal?

Nunca se falou tanto sobre qualidade de vida no trabalho — e, provavelmente, o assunto será cada vez mais discutido no futuro. A verdade é que as empresas precisam reorganizar  continue lendo »

Rescisão de contrato de trabalho: como funciona?

A rescisão de contrato de trabalho é um processo delicado, que envolve várias regulações e demanda muita cautela. Os profissionais responsáveis precisam zelar para que não ocorram problemas, como processos judiciais, pagamentos de  continue lendo »