31/8/2020

Recursos Humanos: TUDO o que você precisa saber sobre o RH

A área de Recursos Humanos, ou RH, como é conhecido o setor responsável pela gestão de pessoas, é um conjunto de técnicas e práticas realizadas pelos profissionais que atuam com a finalidade de gerir comportamentos internos e potencializar o capital humano.

Nos tempos atuais, a área de Recursos Humanos, ou RH, das empresas estão cada vez mais entendendo que o talento humano é capaz de erguer ou derrubar uma organização. Com essa visão, investem no bem-estar dos colaboradores para obter deles mais produtividade e, com isso, mais lucratividade.

O profissional de RH já sabiam disso há muito tempo, mas foram observando que suas atividades estavam se tornando cada vez mais operacionais, com salários desmotivadores e estruturas de trabalho obsoletas, sendo que, em muitas vezes, eles eram demitidos pelos superiores, que tinham a visão do RH como um setor gerador de custos.

Como dito, o departamento de recursos humanos vai além de contratações, a área se responsabiliza pelas melhorias dentro da empresa. Tanto para os colaboradores, quanto para o público.

Sabendo das muitas responsabilidades do RH atualmente dentro das empresas, disponibilizamos para download uma apresentação mensal de Indicadores do RH gratuita!

O que é o RH?

Recursos humanos são todas as pessoas que fazem parte da organização, desempenhando suas tarefas de forma que tragam o lucro esperado.

As áreas de atuação no RH estão ligadas à construção do relacionamento entre a empresa e os funcionários, realizando a gestão dos profissionais — muito além da contratação, como era vista no passado —, prezando pela implantação de ambientes corporativos favoráveis à criação e produtividade e criando iniciativas para valorizar, motivar e reter os talentos da companhia.

RH estratégico

Com a valorização das pessoas no ambiente de trabalho, passamos a ter um setor de RH estratégico, pois, por meio dele, são contratados os perfis mais compatíveis com a cultura da empresa, os talentos são acompanhados de perto pela aplicação de avaliações de desempenho, o desenvolvimento profissional e a valorização do ambiente de trabalho são prioridades, assim como a motivação e o engajamento dos colaboradores.

Outra mudança importante no setor de recursos humanos é a digitalização dos processos. Dessa forma, a gestão de pessoas consegue focar plenamente a tomada de decisões estratégicas dentro da organização e, consequentemente, a eficiência da entrega dos resultados.

O que faz a área de Recursos Humanos?

pessoas em uma sala de reunião

O RH é responsável pelo relacionamento entre a empresa e o funcionário. É ele quem deve melhorar os resultados da empresa com base nas pessoas, alinhando as políticas de Recursos Humanos com a estratégia da organização.

Dessa forma, para que o profissional construa uma sólida carreira no RH, deverá estar em constante evolução e disposto a aprender, além de ter competências comportamentais diferentes das requeridas em funções operacionais.

Para entender melhor esses requisitos e no que aplicá-los, seguem algumas atribuições da gestão de RH.

Provisão de recursos humanos

Ainda hoje, é possível encontrar empresas que enxergam o RH como o setor responsável somente pelo recrutamento e seleção (R&S) de pessoas, sendo que essa função é uma das mais estratégicas nas organizações atuais, ao ponto de algumas optarem pela terceirização desse processo ou adquirirem softwares especializados em R&S, para contratarem o perfil mais compatível possível com a cultura empresarial, além de todos os requisitos técnicos.

Quanto mais eficiente o processo de recrutamento e seleção se mostrar, melhor se torna o corpo funcional da organização, favorecendo o alcance de metas estratégicas da empresa.

Aplicação de recursos humanos

Os profissionais responsáveis pelo setor de RH devem focar em criar políticas de convivência entre funcionários e superiores, transformar o ambiente de trabalho em um lugar prazeroso para todos, prezar pela comunicação interna efetiva e criar iniciativas de valorização dos colaboradores, atuando para que eles estejam sempre engajados e motivados.

Benefícios

Atuar na gestão de benefícios, de forma que estejam sempre alinhados com as expectativas dos profissionais. O RH deve realizar pesquisas de mercado além da de clima organizacional, pois esses recursos são ferramentas que municiam a gestão de pessoas para que a tomada de decisões esteja de acordo com as necessidades dos funcionários, sem prejudicar o orçamento empresarial e nivelada com o mercado externo.

Lembrando que os benefícios não são, necessariamente, um plano de academia ou um vale-cultura — essas bonificações podem ser estendidas de acordo com o que mais motiva o colaborador. Alguns exemplos que podemos citar são: uma folga no dia do aniversário, um dia de trabalho home-office, uma sexta-feira com meio período etc.

As possibilidades são infinitas, basta que o líder da equipe esteja atento à sua equipe e sempre alinhe o melhor para ambos. Ir além das possibilidades óbvias faz parte da estratégia de um RH competente e dinâmico.

Manutenção de recursos humanos

Com uma contratação eficiente, o maior desafio do RH é a retenção de talentos.

Mesmo com a crise econômica do país, existem ofertas de cargos e salários atraentes no mercado de trabalho, e os melhores profissionais sempre estarão sob os olhares dos headhunters, portanto, a tarefa da gestão de pessoas não é simples — reter os melhores talentos e mantê-los engajados e motivados exige muita dedicação e o acompanhamento da trajetória do profissional dentro da companhia.

Desenvolvimento pessoal e corporativo

O RH deve prever o futuro do profissional na empresa, mas isso não é uma questão de adivinhação. E sim de planejamento estratégico e plano de carreira.

A avaliação de desempenho é a principal ferramenta de acompanhamento da carreira do colaborador. Para isso, é necessário que se faça e siga um cronograma. A fim de que essas análises não se percam e fiquem sem o retorno esperado.

Quando a empresa investe no desenvolvimento do funcionário, automaticamente toda a companhia é beneficiada. Pois o colaborador se sente motivado e agrega ainda mais valor à organização, gerando mais produtividade e lucratividade.

Monitoramento de métricas e estratégias

O RH há muito deixou de ser um setor operacional e está cada vez mais atualizado. Utilizando ferramentas responsáveis por medir as tarefas de sua responsabilidade. Ao refletirmos sobre a frase “tudo o que é medido pode ser melhorado.” Chegamos à conclusão de que as melhores estratégias surgem quando visualizamos em que ponto está o problema.

O impacto positivo causado pela intervenção nas situações que prejudicam a organização é um grande aliado na redução de custos. Erros nos processos e retrabalhos, fortalecendo a marca do RH perante os colaboradores e gestores.

Monitorar as estratégias contribui para uma maior efetividade nos resultados da empresa.

Passado e presente do RH

Ao conhecermos em que aspectos a gestão de recursos humanos pode atuar dentro de uma organização, talvez não dê para imaginar como ela funcionava antigamente. Para sanar essa questão, vamos às comparações:

Como era o RH

Ainda hoje confundido com o Departamento Pessoal, o setor de Recursos Humanos era uma área estritamente operacional dentro das empresas, responsável pelo recrutamento, seleção, admissão, ponto eletrônico, treinamento, férias, benefícios e demissão.

Nada era medido, somente calculado — um setor burocrático e pouco funcional, com muita tarefa e poucas pessoas para executá-las.

Os profissionais não eram muito capacitados, assumindo funções desgastantes e estressantes. O que prejudicava o relacionamento do setor com os demais colaboradores da empresa.

Além dos erros cometidos pela equipe, que afetavam diretamente sua credibilidade. Transformando o setor em uma área que gerava mais custos do que benefícios à organização, exemplo folha de pagamento, atrasos de depósitos, ambiente competitivo, falta de incentivo e muito mais.

Como está o RH

Hoje em dia, o RH se tornou referência dentro das organizações, não bastando desenvolver somente as tarefas operacionais. Mas executando atividades focadas em melhorar os resultados da empresa por meio dos funcionários.

Oferecendo um ambiente favorável à execução das atividades, desenvolvendo os talentos e investindo em contratações efetivas. A fim de criar equipes colaborativas, engajadas e alinhadas com os valores e objetivos da empresa.

A necessidade de profissionais capacitados para exercer tais funções agrega valor e renova as estratégias. Favorecendo a comunicação entre a equipe de RH, líderes e membros de outras áreas. Ou seja, o setor de Recursos Humanos se tornou o facilitador da empresa.

Para ajudar nos desafios do RH, o setor utiliza menos papel. E muito mais programas que o auxiliam na tomada de decisões. Favorecendo resultados eficientes e aumento da credibilidade perante os demais setores e seus superiores.

Sistemas de RH

A tecnologia deixou de ser uma ferramenta acessória para se tornar primordial no novo conceito de Recursos Humanos. Os softwares de gestão de pessoas — que, a princípio, podem ter um custo significativo —, com o tempo, mostram que compensam o investimento pelo valor agregado.

Com a utilização de sistemas de RH, os profissionais do setor ganharam mais tempo para exercer funções estratégicas e focadas no que realmente interessa: o capital humano.

Com a complexidade que a nova realidade da gestão de pessoas traz, faz-se necessário adquirir uma ferramenta que disponibilize uma visão global da empresa, para que todas as decisões sejam tomadas de acordo com as metas empresariais estabelecidas.

Tendências do RH

Com a valorização dos talentos nas organizações, os donos das empresas estão investindo em métodos e ferramentas que possam agregar valor e facilitar a tomada de decisões.

Alguns exemplos são os softwares de recrutamento e seleção, que fazem a triagem dos candidatos de acordo com o perfil da empresa; entrevistas por vídeo, utilizadas para encurtar a distância entre o RH e o candidato sem custo para ambos; e os testes online, responsáveis por avaliar habilidades teóricas e psicológicas dos candidatos, auxiliando o RH na escolha dos mais aderentes aos requisitos e cultura organizacional.

Essa não é somente uma tendência, mas uma realidade nas organizações — quanto mais recursos aplicados em ferramentas de inteligência artificial, mais precisos serão os resultados obtidos.

Para auxiliar na otimização de todos os processos da empresa, são utilizados indicadores, conforme veremos a seguir:

Indicadores do RH

Os indicadores de RH são ferramentas responsáveis por medir processos ou resultados que determinam o valor e a eficácia das iniciativas do Recursos Humanos, auxiliando na construção de metas de melhoria de desempenho.

Eles fornecem uma dimensão maior e mais realista da visão empresarial, com avaliações mais objetivas sobre conhecimento, habilidades e capacidade de trabalho, áreas estas que causam grande impacto nos custos da empresa.

A finalidade básica dos indicadores é facilitar:

  • o conhecimento da situação atual da empresa;
  • a análise dos resultados, com foco na comparação das metas estabelecidas;
  • o auxílio na definição de novas metas e projetos futuros.

Alguns dos exemplos de indicadores de RH que podem ajudar muito na tomada de decisões são:

  • absenteísmo: onde são medidas as faltas e atrasos, o que reflete o grau de motivação dos colaboradores;
  • rotatividade ou turnover: ao medir a entrada e saída de funcionários, é possível visualizar quais tipos de problema geram essa situação;
  • colaboradores: analisar a quantidade de profissionais ativos e comparar com a produção da empresa, avaliando se os números estão compatíveis;
  • avaliações: com os dados das avaliações de desempenho, mensurar a aderência à cultura organizacional, o nível do clima interno e a evolução de todos os talentos;
  • treinamento: avaliar se os treinamentos aplicados estão dando resultados positivos na execução das tarefas e na produtividade.

Se o departamento de Recursos Humanos aprimorar essa ferramenta e utilizá-la de forma efetiva, será capaz de fornecer relatórios eficientes e soluções para problemas que não poderiam ser vistos anteriormente, ajudando no crescimento da organização e visibilidade da marca.

Mensuração dos indicadores do RH

Não basta definir os pontos que serão medidos na organização. O RH precisa ter um propósito, para que as medidas tomadas estejam de acordo com o que é esperado.

Desdobrar os objetivos em metas é o passo seguinte para medir os indicadores no RH. Além de ter o cuidado com a coleta de dados confiáveis para que a medição seja efetiva.

As consequências da correta utilização dos indicadores, assim como a frequência das aferições. Proporciona ao RH a identificação rápida de desvios e falhas, evitando possíveis prejuízos.

Além disso, a análise dos indicadores promove ações preventivas e corretivas.

As preventivas são visualizadas pela tendência do gráfico gerado, a fim de atuar em situações que podem ocorrer. Evitando problemas futuros. As corretivas são utilizadas para eliminar problemas já detectados. Sendo necessário um esforço conjunto e engajamento dos envolvidos para sanar a dificuldade já apontada.

Divulgar os indicadores é importante para o envolvimento dos colaboradores. Assim, eles poderão acompanhar o desempenho e desenvolvimento de projetos, campanhas e ações de todo o setor.

Essa divulgação deve ser constante, assim, os profissionais não perdem o foco na melhoria contínua. E o RH consegue ter uma visão do impacto das mudanças causadas pelos indicadores.

E buscar sempre melhores práticas relacionadas à gestão de pessoas. Para alcançar níveis consideráveis de satisfação, motivação e desempenho dos talentos da empresa.

Estratégias do RH

Para gerir pessoas de forma efetiva, é preciso criar táticas para que todo o processo tenha um resultado positivo. Para isso, o RH precisa investir em estratégias inovadoras que auxiliem no crescimento organizacional.

Integração dos colaboradores

A integração é o primeiro passo para que o novo colaborador tenha uma boa primeira impressão.

Preocupar-se em apresentar toda a empresa, transmitir as ideias, valores, metas, normas e cultura organizacional, reforçando-as aos demais membros da equipe, é uma forma de motivar o colaborador e deixá-lo à vontade em seu novo ambiente de trabalho.

Esclarecer todas as dúvidas que possam surgir, assim como manter o RH sempre disponível, é sempre uma boa estratégia para o engajamento profissional.

Investir em qualificação

Em um mundo em constante evolução, cabe ao RH a responsabilidade de manter os profissionais sempre atualizados e treinados. A qualificação favorece a produtividade e a excelência nos resultados, pois, além do desenvolvimento de competências, há o desenvolvimento humano.

Criar um planejamento de treinamento e desenvolvimento não é simples quando a intenção é fazer dar certo. É necessário levantar as necessidades de acordo com as metas corporativas, verificar quais problemas serão eliminados por meio do treinamento e os resultados que serão alcançados.

Esses dados são obtidos pelos indicadores, mas, caso a necessidade seja de desenvolvimento do talento, o feedback de clientes internos ou externos, assim como o nível do clima organizacional, são algumas das ferramentas para esse apontamento.

Esse investimento também deve ser seguido pelo próprio setor de recursos humanos, pois é uma das áreas que mais sofrem modificações e atualizações, devendo estar sempre atenta às inovações e aplicá-las na empresa.

O RH não poderá esquecer de medir os resultados alcançados e fazer um acompanhamento. Dessa forma, a efetividade do processo se torna mensurável.

Quando o colaborador é incentivado ao crescimento, se sente valorizado e produz sempre resultados positivos para a organização.

Otimizar a comunicação

Facilitar a comunicação entre os setores, pessoas e líderes é um grande desafio para as empresas, mas esse problema pode ser atenuado com atitudes que o RH pode aplicar e incentivar. Um bom exemplo é a prática do feedback.

O líder da área precisa estar preparado para conversar com todos da sua equipe e fornecer feedback ao grupo ou individualmente.

A falta de diálogo entre membros e líderes é fator desmotivador, que compromete a permanência dos talentos na organização.

Criar e implantar avaliações

É de extrema importância que o RH incentive a cultura de avaliação de desempenho na empresa. Por meio dos dados obtidos, é possível tomar medidas para otimização de processos. Desenvolvimento profissional, contratações, realocações e tantas outras decisões importantes para um melhor desempenho das pessoas e da organização.

Avaliações também são responsáveis por alertar sobre melhorias quanto aos benefícios oferecidos. Salários, ergonomia, comunicação e qual imagem a empresa está passando para seus efetivos.

Ao levantar esses dados, o RH, junto à diretoria, será capaz de criar planos de ação para principais necessidades. Aumentando a atuação na prevenção de problemas provenientes de uma má avaliação recebida.

Implantar a gestão de carreiras

Uma gestão de pessoas estratégica tem papel fundamental na trajetória profissional de cada talento da empresa. Por isso, é importante que o RH dedique tempo e estudo para a construção de um plano de carreira para cada função exercida na organização.

Traçar o caminho que cada profissional deverá percorrer para conquistar seus objetivos promove maior adesão dos colaboradores. Pois eles se sentirão seguros e motivados para continuar na empresa.

Apenas apresentar um plano de carreira não basta. Pois, fazer a gestão e cumprir com o que determina o documento, são atividades fundamentais do RH. Assim, todos serão avaliados justamente e terão ciência de que cada um deve fazer a sua parte.

O setor responsável pelos Recursos Humanos da empresa passou por inúmeras transformações ao longo dos anos. Por isso, conhecer essas mudanças e inovações fará com que as pessoas entendam a importância da área para todas as organizações. Sejam elas pequenas, médias ou grandes.

RH atualizado

Foi por sua capacidade de melhorar a produtividade e a competitividade das organizações que o RH deixou a posição de coadjuvante que ocupava décadas atrás para se tornar protagonista.

E isto exige constante evolução em seus processos para seguir com sua entrega de valor. A seguir, confira algumas preocupações da área para manter a gestão de pessoas como um diferencial corporativo.

Oferta de benefícios exclusivos

A gestão de benefícios é uma das responsabilidades da área de Recursos Humanos que, de certa forma, mostra como evoluiu a atenção que as organizações destinaram aos seus colaboradores.

Inicialmente, os benefícios eram diferenciais que agregavam e complementavam a remuneração. Limitavam-se às vantagens básicas como plano de saúde e auxílio para o transporte. Como o tempo simplesmente oferecer estes benefícios deixou de ser um diferencial.

Atualmente, para se destacar e atrair e reter os melhores talentos do mercado é preciso criar pacotes de benefícios exclusivos. E não há uma regra para definir quais serão estas vantagens. Cabe ao RH identificar o que interessa e motiva o seu cliente interno.

Assim, hoje vemos empresas oferende benefícios como vale-cultura, viagens, viagens de incentivo e plano de saúde para pets. Outra opção é a flexibilização dos benefícios, que permite ao colaborador escolher quais vantagens deseja desfruta.

Colaborador como protagonista

A ideia de que o cliente está sempre em primeiro lugar perdeu força no mundo corporativo já faz tempo. A importância de qualificar sua força de trabalho e mantê-la motivada e engajada já é uma realidade que permeia o trabalho do RH.

A mudança, agora, é no sentido de garantir mais autonomia aos colaboradores para que eles possam aprimorar sua entrega de valor à organização. E as novas tecnologias a serviço dos processos de RH deve ser um aliado na busca por essa nova competência nos profissionais.

Garantir mais autonomia e maior protagonismo aos colaboradores pressupõe aprimorar os processos de feedback, tornando-os mais efetivos e garantindo segurança para que os colaboradores tomem decisões e assumam os riscos delas.

Ampliação no uso de dados

A era da informação transformou também o trabalho do RH. E com o protagonismo que a área ocupou nas organizações nos últimos anos, o volume de processos e de informações com o qual ela tem que lidar cresceu muito. E é fundamental saber como gerenciar e aproveitar estes dados para aprimorar a gestão.

Uma das faces mais visíveis e presentes dessa nova realidade é a utilização de ferramentas como o People Analytics, que permite mensurar, armazenar e processos um grande volume de informações sobre a força de trabalho de uma empresa.

Tão correto quanto dizer que o People Analytics transformou a forma como o RH atua é entender que esta transformação ainda está em andamento. A análise de dados ainda tem uma série de usos e processos que, com certeza, serão incorporados às rotinas da gestão de pessoas muito em breve.

Internet das Coisas

Outro termo com o qual os profissionais de RH já estão se familiarizando é o Internet das Coisas ou o IoT, que é a possibilidade de conectar máquinas e dispositivos à internet. Isto garante uma série de usos no que se refere à gestão de pessoas.

A IoT pode estar presente desde os sistemas de acesso e identificação do colaborador na organização até em sofisticados sistemas de treinamento, capazes de detectar e aprimorar padrões para qualificar colaboradores de forma mais individualizada.

Trabalho flexibilizado

Embora tenha ganho os holofotes a partir da pandemia do coronavírus, a flexibilização do trabalho, especialmente no que se refere ao local e ao horário já era uma tendência que estava no radar das áreas de RH.

O home office já é uma realidade. Do ponto de vista tecnológico, não há empecilhos para que um colaborador atue à distância, embora isso demande alguma atenção do ponto de vista da gestão. Mas, provavelmente, este é um caminho sem retorno, que deverá garantir mais produtividade às organizações.

Conclusão

A gestão de pessoas vai além de processo seletivo, mas, se esse processo não for feito com eficiência, pode colocar a perder todas as demais medidas internas. Por isso, para auxiliar na qualificação dessa seleção, são utilizados softwares especializados, que, por meio da inteligência artificial, fazem o cruzamento dos dados obtidos e, assim, detectam o perfil mais aderente à cultura organizacional.

Um software de gestão de pessoas é capaz de otimizar tarefas antes estressantes e burocráticas. Transformando-as em atividades inclusivas e essenciais para a geração de relatórios objetivos. Além de ser um importante aliado no acompanhamento dos profissionais. Detectando suas habilidades e vocações para extrair de cada um a melhor forma de atingir as metas corporativas.

O RH tem a importante missão de dar suporte aos demais setores da organização. Mas, para isso, é preciso conhecer cada um, assim como todos os membros das equipes.

Então, uma forma efetiva de observar a evolução das áreas é por meio de avaliações de desempenho e indicadores. Afinal, eles medirão todos os processos e o desenvolvimento pessoal e profissional dos envolvidos.

Outro ponto importante é a implantação efetiva da comunicação interna. Para que não haja ruído ou informações incoerentes que possam afetar os relacionamentos e o clima organizacional. Interferindo, assim, na motivação e engajamento dos profissionais.

Para que todas essas medidas sejam efetivas, o RH precisa estar capacitada para atuar nas diferentes áreas da empresa.

Por isso, investir em cursos e aprimoramento profissional renova as ideias de atuação da área e reforça as estratégias positivas já aplicadas.

Fazer uma gestão de RH eficiente vai muito além de tudo o que foi escrito. Pois, não existe estratégia que tenha mais efeito do que o olho no olho. Uma conversa despretensiosa, um sorriso, um abraço, um apoio em momentos difíceis e uma comemoração por objetivos alcançados.

Ser Recursos Humanos é, antes de tudo, exercer a empatia com inteligência emocional e muita paixão pela profissão. Sentimentos que nenhuma inteligência artificial consegue reproduzir.

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