8/9/2017

Retenção de talentos: 5 benefícios e como melhorar a da sua empresa

Retenção de talentos: 5 benefícios e como melhorar a da sua empresa

A retenção de talentos se baseia em um conjunto de práticas e de políticas empregadas por companhias para se certificarem de que os seus colaboradores estão acima da média e permanecerão na empresa por mais tempo. Isso, por sua vez, acarreta inúmeros ganhos e abre a possibilidade de manutenção de um quadro competitivo e diferente.

Neste post, você vai encontrar:

  • a definição de retenção de talentos;
  • os benefícios da retenção de talentos;
  • os melhores meios para a retenção de talentos e mais.

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Hoje, é preciso considerar que o ambiente externo tem mudado a todo o momento, visto que as maiores companhias traçam uma verdadeira luta para chamar atenção de profissionais que estejam "acima da média". Uma prova disso é o crescente investimento em Employer Branding, uma estratégia de marketing que busca construir uma marca empregadora atrativa.

O reflexo disso pode ser visto nos números. Segundo um relatório da HayGroup, uma empresa referência no mercado de gestão de pessoas, 64% das organizações enfrentam dificuldades na retenção de talentos. Esse número é bastante elevado e pode ser ainda mais expressivo nos negócios de pequeno e de médio porte — que não dispõem de um orçamento específico para isso.

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Pensando na relevância dessa temática, elaboramos um artigo para ajudá-lo a compreender o que se pode efetivamente entender por retenção de talentos, quem são esses novos talentos, quais são os benefícios atrelados à prática e muito mais.

Continue a leitura e fique já por dentro!

O que é a retenção de talentos?

Inicialmente, é preciso compreender o que é retenção de talentos. Grosso modo, ela consiste em um conjunto de práticas e de políticas adotadas pelas empresas para garantir que os seus profissionais considerados acima da média permaneçam atuando ali por muito mais tempo. Com isso, é possível construir um grande diferencial competitivo.

Essa estratégia já é adotada pelas maiores companhias do mundo, como a Unilever e a EY (Ernst & Young), empresa de consultoria mundialmente conhecida. Contudo, mesmo as micro e as pequenas companhias devem atentar ao assunto, caso contrário, serão "devoradas" pelo mercado, que está cada vez mais complexo e mais competitivo.

Nesse processo, o primeiro passo é entender o que é um talento — vamos detalhar esse conceito um pouco mais à frente. Para tanto, é preciso conhecer uma ferramenta chamada "Os 4 colaboradores de Jack Welch". Com base em duas variáveis (que são "valores" e "produtividade"), ela define quatro tipos diferentes de funcionários. O principal deles, conhecido como talento, é aquele que abraça os valores da companhia e atua com uma alta performance.

Desse modo, é possível tirar duas conclusões: a primeira é que reter talentos é realmente importante para a sobrevivência da companhia, especialmente nos dias de hoje. A segunda é que o talento é alguém produtivo, mas também aderente à cultura organizacional. Ao longo do texto, você entenderá os benefícios de retê-los e como fazer isso.

Então, quem podemos considerar como talentos, afinal?

Complementando o tópico anterior, os empregados considerados talentos são aqueles profissionais que, além do alinhamento à cultura e aos valores da empresa em que atuam, têm um rendimento acima das expectativas.

Ou seja, os talentos podem ser compreendidos como os colaboradores que são vistos — por parte da própria companhia — como um dos seus diferenciais. Inclusive, comumente, eles são os primeiros a serem convidados a assumir uma posição mais desafiadora, um cargo que envolve maiores responsabilidades ou o comando de novos projetos ou negócios.

Quais são os benefícios da retenção de talentos?

Além do que foi apontado anteriormente, muitas vezes, o gestor não percebe as vantagens que a retenção de talentos traz para a organização, o que facilita a perda desses profissionais para outras empresas. Sendo assim, veja, a seguir, os principais motivos para manter esses funcionários.

1. Ajuda a construir um clima de trabalho agradável

O clima de trabalho é a atmosfera interna que influencia a forma como os funcionários, os clientes e outras pessoas dentro da empresa se sentem. Quando há um clima agradável, é possível promover melhores experiências dentro da corporação, além de manter o nível de satisfação dos clientes — internos ou não — nas alturas.

O motivo é simples. Os profissionais talentosos são naturalmente mais colaborativos, capazes de ajudar outros funcionários que enfrentam dificuldades ou desafios em suas tarefas diárias. Isso favorece significativamente o bom relacionamento entre todos e, consequentemente, a harmonia no ambiente de trabalho.

2. Garante mais engajamento e mais produtividade

Como vimos no tópico anterior, reter talentos na empresa pode contribuir para o clima organizacional. Com isso, há também mais colaboração mútua, mais engajamento e mais produtividade. Quando uma equipe está alinhada, trabalhando em prol dos mesmos objetivos, as tarefas são cumpridas em menor tempo e com mais qualidade.

A perda de um membro pode abalar significativamente as relações e a produção. Mesmo que a vaga seja logo preenchida, o novo colaborador levará um tempo até se encaixar no processo, o que certamente acabará por afetar os resultados do negócio.

3. Dá mais fluidez ao processo de tomada de decisão

Por conta da crise econômica que o país vem enfrentando, muitas empresas passaram por grandes reestruturações em suas equipes. Além disso, a mudança da dinâmica de trabalho e a participação cada vez maior da tecnologia nos processos ajudaram a incentivar a adoção de times mais enxutos.

Como consequência disso, nas organizações que mantêm processos estruturados e eficazes de retenção de talentos, os bons profissionais, que, antes, desempenhavam tarefas de apoio, receberam mais responsabilidades e autoridade para tomar decisões. Com isso, eles passaram a ficar na linha de frente dos processos estratégicos.

Os talentos têm um perfil comportamental altamente compatível com a cultura organizacional e costumam entregar resultados de alto desempenho, como dito. Nesse sentido, para manterem o nível de suas entregas, eles estão em constante desenvolvimento.

Com um bom plano de carreira na empresa, esses funcionários tendem a ocupar posições de liderança. E, no momento em que são colocados nessas posições, eles podem conferir mais agilidade ao processo de tomada de decisão, uma vez que conhecem de perto a dinâmica, os desafios e o impacto das atividades operacionais no alcance dos objetivos da companhia.

4. Implica mais economia para a empresa

Se a sua empresa tem um alto índice de turnover (rotatividade de colaboradores), isso pode significar que ela está perdendo mais dinheiro do que deveria. Afinal, quando a organização demite um colaborador e coloca outro na posição em aberto, é preciso desembolsar recursos para arcar com as verbas rescisórias, com o custo de admissão do novo colaborador ou com eventuais treinamentos de integração que possam ser necessários.

É certo que investir no desenvolvimento de talentos também envolve custos, mas, além de ser mais barato do que substituir um profissional, é também mais vantajoso em longo prazo.

5. Garante que a companhia não perca capital intelectual

Quando um funcionário mais antigo ou que ocupa um cargo-chave pede demissão ou é desligado, a empresa deve levar também em consideração a perda de capital intelectual. Afinal, tal profissional que vai embora leva com ele toda a expertise que detinha sobre os processos da sua organização. Mais do que isso: a não ser que ele decida trocar de mercado, certamente, acabará por levar todo esse conhecimento para a concorrência.

Quais são os melhores caminhos para a retenção de talentos em uma empresa?

Uma das palavras-chave quando falamos em retenção de talentos é, sem dúvida alguma, a motivação. Isso porque é o engajamento que faz com que os melhores profissionais queiram continuar na companhia. Bons salários, é claro, ainda estão entre os itens mais desejados, mas outros benefícios corporativos podem ser um grande estímulo e fazer a diferença na hora de manter alguém no quadro de colaboradores. A seguir, conheça os principais.

Construção de um bom ambiente de trabalho

O trabalho é o segundo lar dos profissionais, sendo onde eles passam grande parte do seu dia. Quando esse ambiente não oferece qualidade de vida, favorece o surgimento de uma série de problemas. Dentre os principais, é possível destacar: o aumento do estresse, os conflitos interpessoais e o aumento dos erros nas operações.

Para aperfeiçoar o bem-estar na empresa, é possível investir em quesitos estruturais, como a ergonomia dos móveis do escritório, a inclusão de EPIs e a melhor divisão dos espaços de trabalho. Também é viável implantar horários mais flexíveis e programas de ginástica laboral e de incentivo às atividades físicas para os colaboradores.

Melhoria no processo interno de comunicação

O diálogo dentro da empresa é um fator-chave para o sucesso na retenção. Quando há comunicação, todos ficam mais alinhados e conseguem desempenhar as suas tarefas com qualidade. Além disso, esse elemento contribui para melhorar o clima de trabalho como um todo.

Essa melhoria deve começar pelo topo da empresa. Todos os líderes, incluindo o CEO, devem compreender a importância de se comunicar adequadamente com os seus funcionários. Uma dica é utilizar a política de portas abertas. Além disso, é preciso implantar novos canais de comunicação, tais como: a intranet, a TV corporativa, os murais de recados, os aplicativos mobile, os sistemas especializados e assim por diante.

Estabelecimento de um senso de meritocracia

Oferecer possibilidades de crescimento na companhia é muito importante. Afinal, se o profissional não vê futuro em seu cargo, ele não terá razão para continuar desempenhando as suas tarefas — muito menos com excelência. Construir um senso de meritocracia significa recompensar os trabalhadores de acordo com os seus resultados dentro da empresa.

Para isso, uma das estratégias mais utilizadas é a construção de um plano de carreira. Esse plano busca alinhar o crescimento da empresa e dos funcionários, garantindo o benefício mútuo pelos resultados. Para tanto, ele estabelece o tempo de casa e as metas que devem ser alcançadas para que cada colaborador cresça.

Incentivo da liderança pelo exemplo

Uma das frases mais conhecidas e que permeiam esse assunto é que “os funcionários pedem demissão dos seus chefes, não dos seus empregos”. Por isso, ter uma boa liderança é considerado um fator crucial para a retenção de talentos. Os líderes devem ser o exemplo no dia a dia, realizando as suas tarefas com uma alta performance e com respeito aos seus subordinados.

Para tal fim, há muito que se pode colocar em prática. É importante estimular os líderes a colocarem a mão na massa, realizando — e não apenas delegando — as tarefas diárias. Além disso, eles devem abraçar os valores compartilhados pela corporação, respeitar os seus superiores, chegar no horário e entregar resultados reais.

Construção de uma cultura de feedback

A palavra feedback vem do inglês e pode ser traduzida como um "retorno de informação". Na prática, significa falar para os funcionários a respeito dos seus pontos fortes e dos fracos, objetivando eliminar comportamentos indesejados e motivar melhores posturas. Ao fazer isso, o gestor mostra que se importa com o time e que realmente deseja o seu crescimento.

Não há uma regra para dar feedback — isso depende de cada gestor. Contudo, é importante ser claro ao longo do processo, evitando rodeios ou uma linguagem técnica demais, por exemplo. Também é preciso ter equilíbrio, fazendo elogios e críticas construtivas ao profissional. Por último, é necessário realizar esse processo em particular, eliminando qualquer risco de constrangimento público para o trabalhador.

Investimento em treinamentos e em outros meios de educação corporativa

As mudanças — tanto no universo dos negócios quanto no próprio mercado de trabalho — ocorrem em um ritmo altamente acelerado. Sendo assim, é imprescindível que a companhia tenha a iniciativa de investir em educação corporativa, oferendo, por exemplo, cursos e treinamentos continuados aos integrantes do seu quadro de pessoal.

Dessa forma, há, inclusive, o que se conhece por relação ganha-ganha. Afinal, os empregados têm a chance de conquistar novas habilidades e de aperfeiçoar (e atualizar) as suas capacitações e as marcas empregadoras, por sua vez, passam a contar com um quadro de pessoal mais bem qualificado, o que impacta positivamente os resultados alcançados.

Nesse contexto, apenas é fundamental manter em mente que essas oportunidades de aprimoramento individual não devem ser exclusivamente voltadas a funções de maior complexidade. Isso significa que os trabalhadores que atuam, por exemplo, no setor de marketing podem participar de cursos voltados ao desenvolvimento de skills não necessariamente atreladas ao desempenho das suas atribuições, como gerenciamento de tempo, boas práticas de comunicação etc.

Investimento em tecnologia e inovação

Não é uma novidade que vivemos uma era de transformação digital e, mais do que nunca, a tecnologia tem sido uma aliada no dia a dia das empresas, otimizando o tempo, eliminando retrabalhos e automatização atividades manuais. No entanto, a grande verdade é que, por vezes, essas ferramentas são consideradas de pouca relevância ou opcionais pelos gestores.

Sendo assim, certifique-se de não fazer parte desse grupo que ainda não enxerga o quão fundamentais são os recursos tecnológicos e o quanto é essencial trazer a inovação para dentro das empresas. Acredite: apenas essa preocupação, por si só, já mostra que você está atento às demandas dos profissionais que atuam na organização e procura disponibilizar os melhores meio para tornar a execução do trabalho mais precisa e simplificada, valorizando o tempo dos seus profissionais.

Oferecimento de uma autonomia maior à equipe

Por fim, é sempre essencial não se permitir esquecer as razões que levaram a companhia a admitir os profissionais que integram o seu quadro de empregados, como o alto nível de expertise, o talento para desempenhar as atribuições do cargo e as capacitações específicas. Nesse sentido, é importante que esses colaboradores tenham os meios necessários para que possam colocar todas as qualidades de que dispõem em prática no dia a dia.

Para tanto, é imprescindível que a empresa permita que os trabalhadores tenham autonomia, o que os possibilita lidar com as próprias responsabilidades e enxergar a própria atuação como algo relevante para o atingimento dos resultados buscados. Como esse é um exercício de confiança, os impactos são altamente positivos, fazendo com que os profissionais se sintam reconhecidos e valorizados.

Qual é efetivamente o papel do RH na retenção de talentos?

Como dito, existem alguns fatores-chave que geram reflexos positivos quando se trata de reter os melhores profissionais na empresa. Os exemplos mais certeiros — e aplicáveis a maior parte dos empreendimentos — são a valorização e a oferta de salários e benefícios corporativos atrativos, juntamente a outros elementos já citados — como o clima organizacional.

No entanto, a realidade é que nem sempre as demandas de um profissional são as mesmas de outro. Então, para ter conhecimento do que, de fato, é valorizado pelos integrantes do seu quadro de pessoal, é imprescindível ter uma boa equipe de RH por trás dos processos.

A razão para tanto é que o setor de RH é justamente a área responsável por fazer a gestão de pessoas, então, é também o departamento que melhor conhecerá o perfil de cada um dos colaboradores que atuam na corporação e que saberá identificar quais são os seus desejos e as suas maiores necessidades.

A partir disso, torna-se possível alinhar as prioridades dos trabalhadores com o intuito de selecionar o melhor programa de benefícios e de criar um plano de retenção que seja satisfatório para todos — ou, ao menos, para a maioria.

Assim, quando a organização consegue acertar na estratégia de retenção de talentos, ela acaba por promover um grande impacto no clima organizacional, mostrando ao quadro de pessoal o quanto cada um dos membros é valorizado e que existe uma preocupação real em mantê-los satisfeitos. Isso faz uma grande diferença — e funciona como um grande estímulo — para mantê-los na companhia.

Por meio de uma boa atuação nesse sentido, cada integrante de cada time é capaz de perceber que representa uma parte de expressiva importância para o negócio e que não é apenas "um número" no quadro de empregados.

Como visto, de um modo geral, para construir uma boa estratégia de retenção, é fundamental conhecer os profissionais, entender o que eles almejam na companhia, quais são as suas expectativas e do que precisam para crescer. Se não houver esse entendimento inicial, é difícil que se chegue a resultados verdadeiramente duradouros.

Como você encara a retenção de talentos? A sua organização já tem uma boa política ou ainda precisa de ajuda para entender melhor a importância de adotar boas práticas para manter os bons colaboradores engajados? Caso queira saber mais, entre em contato conosco.

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