Tipos de organograma: entenda quais são e os diferentes perfis de cada uma

4 de janeiro de 2019
Kenoby

Existem diversos tipos de organograma, como o clássico, o horizontal e o vertical. Ele pode ser definido como uma representação visual da empresa, onde é possível visualizar e definir a estrutura organizacional para facilitar o entendimento dos diversos níveis hierárquicos. 

Você sabe quais são os tipos de organograma que podem ser adotados por uma empresa e para que eles servem? O organograma é uma ferramenta muito útil para os processos de gestão de uma organização. Além disso, ele pode ser feito a partir de vários modelos e tem diferentes usos.

Ao contrário do que muita gente pensa, ele não é apenas um conjunto de caixinhas com nomes ou cargos dos colaboradores. Trata-se de uma recurso para gestão bastante eficiente. Confira, neste post, para que serve o organograma e quais os principais tipos  existentes.

O que é um organograma?

O organograma pode ser definido como a representação gráfica da estrutura administrativa de uma organização. Nele, é possível apresentar a estrutura organizacional da empresa, visualizando os níveis hierárquicos e a distribuição dos cargos.

De forma geral, no topo de um organograma situam-se as posições de liderança da empresa. Mais abaixo, ficam distribuídos os cargos e departamentos a elas subordinados, seguindo nessa organização de forma subsequente até sua base, onde se encontram os níveis mais básicos e operacionais da organização.

Trata-se de uma forma fácil e ágil de visualizar a estrutura organizacional de uma empresa e como cada área deve relacionar-se com as demais. Uma organização que sabe preparar e disseminar o seu organograma se conhece melhor, o que é essencial para aprimorar uma série de processos de produção.

Como montar um organograma?

A montagem de um organograma é apenas um dos indicadores do RH. Para te ajudar, separamos uma apresentação gratuita de indicadores de RH.

A forma de preparar um organograma vai depender do modelo escolhido para representar a sua empresa, mas há alguns padrões que facilitam o cumprimento da função da ferramenta.

Configuração tradicional

Primeiramente, é preciso entender que um organograma representa os cargos da empresa e não os colaboradores. Para apresentar esses cargos, são utilizadas caixas, chamadas também de unidades de trabalho, dispostas de maneira hierárquica, geralmente do alto para baixo.

Funções com relação de subordinação às outras são ligadas a elas por meio de linhas de comunicação. Cargos que se encontram em um mesmo nível hierárquico na empresa são dispostos lado a lado, sem conexão por meio de linha, que é o elemento que representa a hierarquia.

Conhecimento das funções

A pessoa responsável pela montagem do organograma deve ter absoluto conhecimento das atividades de cada área da empresa. Quanto mais simples for a ferramenta, mais fácil será a compreensão da estrutura que ela deseja apresentar.

O organograma perfeito é aquele que permite a fácil visualização da estrutura da empresa mesmo por quem não a conhece. Por isso, é possível lançar mão de diferentes elementos gráficos para compô-lo.

Necessidade de aprovação

Depois de pronto, o organograma precisa ser aprovado pela administração da empresa, tornando-se um documento oficial. O passo seguinte é disseminá-lo entre os colaboradores da organização.

Assim, todos conhecerão melhor o papel da sua área e a importância do seu próprio trabalho para a empresa. Também saberão a quem recorrer em cada situação, agilizando os processos de produção.

O cronograma da empresa ainda pode ser apresentado a outros públicos além do interno. Clientes, fornecedores e outros stakeholders também podem conhecer melhor a empresa a partir do seu organograma.

Quais os principais tipos de organograma?

Como dissemos, há vários tipos de organograma e a sua empresa pode escolher aquele que mais se adequar à realidade na divisão das funções e cargos. Veja, abaixo, quais são os modelos mais utilizados e as suas particularidades.

Clássico ou vertical

Trata-se do modelo mais conhecido de organograma empresarial, com as caixas dos cargos distribuídos por grau de importância, do topo até a base. Quanto mais elevada for a responsabilidade e autonomia inerente ao cargo, mais no alto ele estará posicionado no organograma.

Ou seja, no alto ficam o presidente, o superintendente, diretores etc, enquanto na base situam-se os colaboradores das funções mais operacionais. Nas caixas são descritas as áreas da empresa.

Horizontal

A principal diferença entre os tipos de organograma horizontal e vertical é justamente o sentido em que as informações estão dispostas. Este modelo segue o mesmo padrão de hierarquização dos dados, porém organizados em uma linha horizontal.

Funcional

A lógica do desencadeamento hierárquico no organograma funcional é semelhante ao utilizado no tipo vertical. A diferença entre eles é que, no primeiro, são apresentadas as relações funcionais na empresa e não as áreas, como no segundo modelo.

Circular ou radial

É considerado um modelo mais moderno de organograma. Nele, os níveis mais elevados estão dispostos no centro, com o nível hierárquico diminuindo sucessivamente nas camadas mais externas do gráfico.

Muitas empresas utilizam esse modelo de organograma por acreditar que ele transmite melhor uma ideia de colaboração entre as áreas de diferentes níveis, sem valorizar de forma excessiva a questão da hierarquia.

Linear de responsabilidade

Se graficamente a maioria dos organogramas guarda alguma semelhança, o linear foge à regra e é sensivelmente diferente dos demais. Esse modelo também é único no que se refere ao tipo de informação que ele busca apresentar.

O organograma linear não se prende à apresentação da linha hierárquica existente entre os cargos e funções na empresa. Esse modelo tem por objetivo demonstrar as relações entre as diversas atividades da organização, apresentando os responsáveis por cada uma delas.

Em outras palavras, o organograma linear apresenta cada atividade de determinada área, identificando quem é responsável pelas etapas daquele procedimento. Nas empresas com processos muito complexos, esse modelo, que mais se assemelha a um quadro, pode ficar muito carregado ou poluído.

Matricial

É mais indicado para empresas com estrutura e processos mais dinâmicos, cuja atuação caracteriza-se pelo predomínio dos grupos de trabalho em suas competências técnicas, muitas vezes por empreitada. O modelo matricial é o mais flexível, podendo ser ajustado de acordo com as alterações verificadas nas empresas.

O organograma matricial também pode ser utilizado para demonstrar estruturas temporárias, formadas por duas ou mais unidades de trabalho que atuarão de forma unificada em um projeto específico.

Em barras

Trata-se de um modelo menos popular entre as empresas. Por meio dele, as funções são apresentadas de forma hierarquicamente vertical, da maior para a menor por meio de barras. Quanto mais elevado for o nível hierárquico do cargo, maior será a barra a ele destinada.

Esses são alguns tipos de organograma que podem ser adotados por empresas de diferentes portes e segmentos para facilitar a visualização e a compreensão de sua estrutura. O ideal é que você avalie qual deles é o mais adequado para o seu negócio.

Este conteúdo foi interessante para você? Conhece outros tipos de organogramas empresariais? Então, compartilhe com a gente nos comentários do post!

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